"Um dos fatores-chave para gerar receita de publicidade é o impresso", diz jornalista
O jornalista americano Earl Wilkinson, presidente-executivo da Associação Internacional de Mídia Jornalística (Inma, na sigla em inglês), usou uma metáfora para explicar a situação dos jornais atualmente.
Atualizado em 24/08/2016 às 15:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
"Duas pontas de uma corda, queimando na direção uma da outra", disse.
Crédito:Divulgação Earl Wilkinson é presidente-executivos da Associação Internacional de Mídia Jornalística
Segundo a Folha de S.Paulo , a afirmação foi feita por Wilkinson durante a conferência da entidade no auditório do Google, em São Paulo, na última terça-feira (23/8). De acordo com o jornalista, enquanto as publicações migram para plataformas digitais, sites como Huffington Post, originado no online, passam por desafios, como desaceleração da audiência ou inconsistência da receita publicitária.
"Eu acredito que, por volta de 2020, as duas pontas da corda vão se encontrar. A única coisa que vai diferenciá-los é o impresso. E a outra ponta da corda terá descoberto que um dos fatores-chave para gerar receita de publicidade é o impresso."
Além do americano, o jornalista brasileiro Ricardo Gandour, diretor licenciado do Grupo Estado e pesquisador na Universidade Columbia, também participou do evento. Ele apresentou um estudo quantitativo de 60 redações do Brasil, que apontou que "mais jornais enxugaram o número de jornalistas do que o número de páginas".
A pesquisa indicou "um aumento de produtividade" dos jornalistas", mas ao mesmo tempo, "um perigo para a democracia, se as Redações mantiverem essa contínua redução de produção", com destaque para a exposição de conteúdos "chapa-branca".
David Alandete, diretor-adjunto do El País , falou sobre a movimentação do jornal para plataformas digitais. Ele disse que os responsáveis pela edição impressa foram isolados da redação, há dois anos. Para o diretor, o importante é seguir com o jornalismo de profundidade.
Crédito:Divulgação Earl Wilkinson é presidente-executivos da Associação Internacional de Mídia Jornalística
Segundo a Folha de S.Paulo , a afirmação foi feita por Wilkinson durante a conferência da entidade no auditório do Google, em São Paulo, na última terça-feira (23/8). De acordo com o jornalista, enquanto as publicações migram para plataformas digitais, sites como Huffington Post, originado no online, passam por desafios, como desaceleração da audiência ou inconsistência da receita publicitária.
"Eu acredito que, por volta de 2020, as duas pontas da corda vão se encontrar. A única coisa que vai diferenciá-los é o impresso. E a outra ponta da corda terá descoberto que um dos fatores-chave para gerar receita de publicidade é o impresso."
Além do americano, o jornalista brasileiro Ricardo Gandour, diretor licenciado do Grupo Estado e pesquisador na Universidade Columbia, também participou do evento. Ele apresentou um estudo quantitativo de 60 redações do Brasil, que apontou que "mais jornais enxugaram o número de jornalistas do que o número de páginas".
A pesquisa indicou "um aumento de produtividade" dos jornalistas", mas ao mesmo tempo, "um perigo para a democracia, se as Redações mantiverem essa contínua redução de produção", com destaque para a exposição de conteúdos "chapa-branca".
David Alandete, diretor-adjunto do El País , falou sobre a movimentação do jornal para plataformas digitais. Ele disse que os responsáveis pela edição impressa foram isolados da redação, há dois anos. Para o diretor, o importante é seguir com o jornalismo de profundidade.





