“Um dia nos acusam de ajudar a CIA, no outro de ajudar terroristas”, diz diretor da RSF
Atualizado em 21/11/2012 às 16:11, por
Luiz Gustavo Pacete.
Fundada em 1985, a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), com sede em Paris, carrega o glamour de uma entidade que protege a vida de jornalistas em risco pelo mundo. No entanto, também convive com o ônus de seu próprio fundador, Robert Ménard, ser acusado de receber dinheiro da CIA e emitir declarações polêmicas sobre a prática de tortura em Guantánamo. Desde 2008, Ménard não preside mais a entidade.
No Brasil, é visível a dificuldade de compreensão da linha ideológica da RSF. A esquerda torce o nariz para a entidade e afirma que ela está a favor da CIA. Outros, acusaram a RSF de ter relações com terroristas das Farc. De fato, a situação é confusa, mas a entidade se defende ressaltando que tem independência total e seu único objetivo é defender a liberdade de informação pelo mundo, independentemente de questões políticas.
"O Brasil tem uma diversidade de opiniões pouco aproveitada" Em Cuba e na Venezuela, a RSF está na lista negra. Já na Argentina, apoia integralmente a controvertida Lei de Meios. Em visita ao Brasil para desenvolver um relatório sobre os riscos da profissão no país, Benoît Hervieu, diretor para as Américas da entidade, explicou que a RSF já não pode responder pelos atos de seu fundador e criticou o posicionamento da revista CartaCapital, que publicou artigos contra a entidade.
No Brasil, é visível a dificuldade de compreensão da linha ideológica da RSF. A esquerda torce o nariz para a entidade e afirma que ela está a favor da CIA. Outros, acusaram a RSF de ter relações com terroristas das Farc. De fato, a situação é confusa, mas a entidade se defende ressaltando que tem independência total e seu único objetivo é defender a liberdade de informação pelo mundo, independentemente de questões políticas.
"O Brasil tem uma diversidade de opiniões pouco aproveitada" Em Cuba e na Venezuela, a RSF está na lista negra. Já na Argentina, apoia integralmente a controvertida Lei de Meios. Em visita ao Brasil para desenvolver um relatório sobre os riscos da profissão no país, Benoît Hervieu, diretor para as Américas da entidade, explicou que a RSF já não pode responder pelos atos de seu fundador e criticou o posicionamento da revista CartaCapital, que publicou artigos contra a entidade.





