Um dia ele quis a esperança de óculos. Para mim, hoje, ela ficou cega
Um dia ele quis a esperança de óculos. Para mim, hoje, ela ficou cega
No meio da tal Gripe Suína viajo pela minha infância. Hoje a tal gripe, em épocas de saudade, lembro do Joelho de Porco. Como pode um cara tão jovem nos deixar? Nesta semana já havia perdido uma aluna de 20 anos. A vida é louca. E por mais que queiramos nossa tão sonhada Casa no Campo, ou eu, com a minha Casa na Praia, com a saudade, vem o questionamento.
Zé Rodrix era um gênio. Sempre mostro seu trabalho aos alunos do curso de publicidade. Seu talento na produção de jingles sua musicalidade e simpatia. Lembrar de música é covardia. Não conheci pessoalmente o Zé. Mas, me parecia um cara feliz. Será que no fundo de sua paixão pela música, pela produção sonora tinha sim um pouco de frustração de não morar na tal casinha?
Será que morou?
Acredite sim, internauta, Zé Rodrix foi e sempre será um dos maiores na música brasileira. Sabia como ninguém tocar o sentimento do público, tanto com comerciais como em suas composições.
Não sei se estou velho, tenho 46 anos e fazia tempo que não escrevia aqui, para a alegria de alguns, mas o sentido que carrego hoje em meu coração é da busca pela felicidade.
Percebo um momento de transição complicado. Tenho contato com jovens. E mesmo com jovens da elite intelectual percebo certa falta de interesse. Falam que isso sempre foi assim. Repito, não sei se é pelo fato de eu me sentir mais velho, talvez mais sensível e tranqüilo no quesito "deixa a vida me levar", como dizia o poeta.
Nesta minha volta, não vou me estender muito, mas questiono como pode uma menina de 20 anos nos deixar, e ainda mais uma das mais dedicadas da sala de aula? E passados alguns poucos dias, essa bofetada da perda do Zé Rodrix. As pessoas morrem, é a vida, mas podiam esses talentos, viverem mais um pouquinho, não é, oh! Deus?
Se um dia quis a esperança de óculos, para mim, hoje, ela ficou cega.
Prometo na próxima escrever sobre esporte.






