Uau, que semana!
Uau, que semana!
Que semana agitada para nossos colegas das redações. Não gosto de comentar aqui os assuntos exaustivamente discutidos nas rodas de amigos, nas filas dos bancos ou nos almoços de domingo. Quando o tema chega a esse ponto é sinal de que a imprensa já martelou tanto, mas tanto, que sobra pouco ou quase nada para acrescentar de relevante. Por isso, tento ir sempre por outros caminhos.
Mas desta vez não dá. Impossível ouvir um âncora de TV criticando assessor de imprensa porque deixou repórter da emissora esperando a fonte dar entrevista ao vivo para a concorrente. Quem errou foi, evidentemente, o Celso Zucatelli e por diversos motivos. O primeiro deles foi expor sua repórter a uma situação constrangedora. Não sei se ele já foi repórter de rua, mas isso é absolutamente comum e, sem dúvida alguma, a equipe da Record já fez o mesmo inúmeras vezes com outros colegas. Ao contrário do que ele disse, a assessoria estava corretíssima em colocar ordem para a fonte dar entrevistas. No vídeo pareceu tudo bem organizado, sem problemas.
É preciso deixar claro que quem está em guerra são PJs, os donos das empresas. Os jornalistas, as equipes nas ruas e nas redações, estão lá para fazer o melhor trabalho possível, dentro das boas práticas do jornalismo. Quando somos funcionários, a gente dorme com um sobrenome jurídico e pode acordar com outro. Nada demais, é a regra de mercado. Por isso, devemos sempre ter cuidado para não incorporar os interesses alheio.
Ainda nesta "semana quente", com um apagão que nos levou mais cedo para a cama, destaque também para uma minissaia que mobilizou a Nação e de um economista/torcedor/dirigente espinafrando juiz de futebol. Em todos os casos, podemos destacar a importância do gestor de crise, do profissional de comunicação treinado para lidar com as situações mais difíceis e improváveis. Nessas horas se vê claramente a falta de preparo das instituições e das pessoas em lidar com o imprevisto e com o injusto. Apesar de a arbitragem ter sido equivocada - até eu que entendo nada de futebol achei - é preciso sangue frio na hora da entrevista. Quanto à minissaia, bem...deixa para lá, pois nenhum comentário novo vai acrescentar mais nada ao assunto.






