Twitter suspende acordo com União Europeia que visa combater a desinformação online

Um representante da Comissão Europeia afirmou no dia 27 de maio que o Twitter decidiu retirar-se de um acordo voluntário com a instituição, que visa combater a desinformação online.

Atualizado em 29/05/2023 às 08:05, por Redação Portal IMPRENSA.

Denominado Código de Prática, o acordo inclui a obrigação de rastrear propaganda política, suspender a monetização de desinformação e cooperar com esquemas de checagem de fatos.
Comissário da União Europeia (UE) para o mercado interno, Thierry Breton afirmou que a decisão da rede social não a isenta da obrigação de seguir a futura Lei de Serviços Digitais (DSA, em inglês), que foi aprovada na UE com o objetivo de responsabilizar as plataformas de internet pela desinformação online. Crédito:Dado Ruvic/Reuters Desde que comprou o Twitter, em 2022, Elon Musk desmantelou mecanismos de controle de conteúdo da plataforma "Você pode correr, mas não pode se esconder. Para além dos comprometimentos voluntários, combater a desinformação será obrigação legal sob a DSA a partir de 25 de agosto. Nossas equipes estarão prontas para aplicá-lo", postou Breton em suas redes sociais.
Liberdade de expressão?

Para analistas, a saída do Twitter do acordo faz parte da estratégia de combater mecanismos de controle de conteúdo da plataforma, que foi adotada pela empresa desde sua compra por Elon Musk, em 2022.
Sob o subterfúgio de garantir liberdade de expressão aos usuários, Musk desmantelou protocolos previamente adotados pelo Twitter contra a desinformação. Além disso, ele permitiu que o ex-presidente americano Donald Trump, que havia sido banido da plataforma por disseminação de fake news, reestabelecesse sua conta.
Musk também eliminou muitos postos de trabalho no Twitter, incluindo os de profissionais que atuavam na prevenção de desinformação.