TVs são multadas na Nigéria por cobrir manifestações antiviolência
A Nigéria vive uma situação de queda acentuada da liberdade de imprensa desde o dia 20 de outubro, quando a National Broadcasting Commission
Atualizado em 03/11/2020 às 15:11, por
Redação Portal IMPRENSA.
(NBC), que é a agência reguladora do setor de mídia no país, divulgou um guia considerado abusivo por entidades de defesa da liberdade de expressão.
O material estipula as formas que os veículos de imprensa nigerianos devem cobrir os protestos contra a corrupção e a violência policial que agitam o país desde o início de outubro. Após a divulgação do material, a NBC aplicou multas a três emissoras de TV do país (Channels Television, Arise Television e Africa Independent Television). O motivo alegado foi a "cobertura não profissional e antiética" dos protestos. Crédito:Reuters/Temilade Adelaja Multidão protesta contra violência policial em Lagos: agência reguladora multou veículos de imprensa por cobertura
Diversas entidades de defesa da liberdade de imprensa condenaram a postura da NBC. A Federação Internacional de Jornalistas (IFJ, na sigla em inglês) classificou a iniciativa como uma "tentativa inaceitável de silenciar o jornalismo crítico". "As multas devem ser derrubadas", defendeu a entidade.
Massacre de Lekki Encabeçados por jovens e realizados no mês que a Nigéria celebra 60 anos de independência, os protestos pedem o fim do Esquadrão Especial Anti-Roubo (SARS, na sigla em inglês). Daí manifestações serem identificadas nas redes sociais com a hashtag #ENDSARS. Esse time de elite das forças de segurança nigerianas é acusado pelos manifestantes de prisões e assassinatos extra-judiciais, roubo, extorsão, estupro e tortura.
Os protestos começaram pacificamente, mas acabaram virando palco de uma sangrenta tragédia em 20 de outubro, quando militares nigerianos abriram fogo contra uma multidão de manifestantes que se aglomerava na praça Lekki, no centro da capital Lagos. De acordo com a Anistia Internacional, 38 manifestantes foram mortos no episódio, que passou a ser conhecido como o Massacre de Lekki.
Enquanto o governo atua para suprimir a liberdade de imprensa e de expressão, o presidente Muhammadu Buhari tem exigido publicamente o fim dos protestos. Ele alega que seus organizadores, em conjunto com "aliados internacionais", "espalham deliberadamente falsidades e desinformação nas redes sociais".
O material estipula as formas que os veículos de imprensa nigerianos devem cobrir os protestos contra a corrupção e a violência policial que agitam o país desde o início de outubro. Após a divulgação do material, a NBC aplicou multas a três emissoras de TV do país (Channels Television, Arise Television e Africa Independent Television). O motivo alegado foi a "cobertura não profissional e antiética" dos protestos. Crédito:Reuters/Temilade Adelaja Multidão protesta contra violência policial em Lagos: agência reguladora multou veículos de imprensa por cobertura
Diversas entidades de defesa da liberdade de imprensa condenaram a postura da NBC. A Federação Internacional de Jornalistas (IFJ, na sigla em inglês) classificou a iniciativa como uma "tentativa inaceitável de silenciar o jornalismo crítico". "As multas devem ser derrubadas", defendeu a entidade.
Massacre de Lekki Encabeçados por jovens e realizados no mês que a Nigéria celebra 60 anos de independência, os protestos pedem o fim do Esquadrão Especial Anti-Roubo (SARS, na sigla em inglês). Daí manifestações serem identificadas nas redes sociais com a hashtag #ENDSARS. Esse time de elite das forças de segurança nigerianas é acusado pelos manifestantes de prisões e assassinatos extra-judiciais, roubo, extorsão, estupro e tortura.
Os protestos começaram pacificamente, mas acabaram virando palco de uma sangrenta tragédia em 20 de outubro, quando militares nigerianos abriram fogo contra uma multidão de manifestantes que se aglomerava na praça Lekki, no centro da capital Lagos. De acordo com a Anistia Internacional, 38 manifestantes foram mortos no episódio, que passou a ser conhecido como o Massacre de Lekki.
Enquanto o governo atua para suprimir a liberdade de imprensa e de expressão, o presidente Muhammadu Buhari tem exigido publicamente o fim dos protestos. Ele alega que seus organizadores, em conjunto com "aliados internacionais", "espalham deliberadamente falsidades e desinformação nas redes sociais".





