TV venezualana Globovisión desmente rumores sobre possível venda de ações
TV venezualana Globovisión desmente rumores sobre possível venda de ações
A direção da emissora venezuelana Globovisión, crítica ao governo de Hugo Chávez, negou que esteja em processo de venda de suas ações. Rumores surgiram na imprensa local após a renúncia de Alberto Federico Ravell, diretor do canal, que se disse forçado a abandonar o cargo.
Em nota, a emissora informa que "não mudou de acionistas" e "não tem proprietários distintos dos fundadores originais de 15 anos atrás". O texto confirma o desligamento de Ravell, ocorrido na última quarta-feira (10), mas ressalta que o canal "seguirá fiel a sua missão de ser a referência informativa da Venezuela e o mundo, e manterá seu compromisso de divulgar notícias e se habitual sentido de profissionalismo e responsabilidade social demonstrado até agora".
Ravell continuará atuando no canal, como acionista minoritário. Segundo uma executiva da Globovisión, ouvida pela agência AP, o diretor deixou a emissora por conta de "divergências" com outros acionistas.
Além de Ravell, são proprietários do canal: Guillermo Zulloaga (acionista majoritário), o banqueiro Nelson Mezerhane e Maria Fernanda Flores.
A Globovisión é o único canal de notícias do país e adquiriu grande relevância por causa das críticas ao presidente Chávez. Depois que o governo tirou do ar a RCTV, a emissora de Zulloaga também se tornou a única de oposição ao governo ainda no ar.
Em 2009 foram abertos seis processos do governo contra a emissora, além de duas investigações contra o empresário Guillermo Zulloaga, suspeito de esconder automóveis em uma concessionária para fazer especulação de preços. Chávez acusa o canal de conspiração contra o governo.
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