TV sul-coreana inicia greve por suspeitar que presidente do canal manipulou notícias

Entidades exigem a saída do presidente da KBS, Gil Hwan-young.

Atualizado em 29/05/2014 às 09:05, por Redação Portal IMPRENSA.

Na última quarta-feira (28/5), os sindicatos da emissora pública KBS, da Coreia do Sul, iniciaram greve por tempo indeterminado para exigir a saída do presidente da emissora, Gil Hwan-young. Os funcionários acreditam que ele manipulou as notícias sobre o naufrágio da embarcação Sewol a pedido do governo.

Crédito:Divulgação Funcionários acusam presidente da emissora de manipular notícias
De acordo com a EFE, as entidades ameaçaram iniciar a greve caso a direção fracassasse em aprovar uma moção apresentada pelos representantes da oposição para destituir Hwan-young. A junta optou por adiar em uma semana a votação sobre a proposta, o que desencadeou a paralisação das atividades.

O impasse entre os funcionários e a KBS começou depois que o ex-diretor de noticiários, Kim Se-gon, revelou que o governo exigiu a manipulação da informação no telejornal. Segundo ele, as autoridades exigiram ao presidente da emissora que vetasse as notícias negativas e criasse outras positivas sobre a presidência e a chefe de Estado, Park Geun-hye, em relação ao naufrágio do ferri Sewol, que matou 304 pessoas.
A paralisação no canal poderia afetar a programação da maior e mais representativa rede de televisão da Coreia do Sul, que conta com cinco mil funcionários.