TV Record completa 60 anos e tem como grandes apostas o entretenimento e jornalismo

Os ponteiros do relógio marcavam 20h53. O calendário registrava o dia 27 de setembro do longínquo ano de 1953 quando os apresentadores Blota

Atualizado em 04/10/2013 às 14:10, por Gabriela Ferigato e Maurício Kanno.

Junior e Sônia Ribeiro desceram uma escadaria e anunciaram: “Senhoras e senhores, está no ar a TV Record, canal 7”. Após o prefixo musical e um discurso de Blota, iniciou-se um espetáculo com Dorival Caymmi, Inezita Barroso, Adoniran Barbosa, Isaura Garcia, Pagano Sobrinho, Randal Juliano, a orquestra de Enrico Simonetti e dançarinos. A inauguração se mistura com a história da televisão no Brasil, já que surgiu apenas três anos após a primeira transmissão televisiva no país, trazida por Assis Chateaubriand em 1950. A rádio Record, no entanto, já existia desde 1930.
Crédito:Arquivo/Record Canal foi muito popular pela veiculação de eventos culturais De acordo com Irineu Guerrini Junior, professor de rádio e TV da Faculdade Cásper Líbero, antes de 1953 a empresa pertencia ao dono de uma casa de discos, de onde vem o nome Records (discos, em inglês). Foi quando Paulo Machado de Carvalho, junto com outros sócios, a comprou. “Seu nome já era importante no esporte. Grande exemplo é o batismo do Estádio do Pacaembu (São Paulo). Além disso, chefiou, em 1958, a delegação brasileira na Copa do Mundo em que o país foi campeão pela primeira vez”, lembra o professor.
Dentro do universo esportivo, a partida entre Santos e Palmeiras, que perdeu por 3 a 1 na Vila Belmiro em 1955, marcou a transmissão esportiva do canal. A emissora é lembrada de forma nostálgica por atrações que marcaram época. A lista é vasta, afinal são 60 anos de estreias, mas, para o professor, a Record sempre se destacou em esportes, programas musicais e humorísticos. “Eu me lembro do primeiro seriado de aventuras, o ‘Capitão 7’. A roupa do herói, ao invés de um S, de Super-homem, era um 7, por causa do canal.
Tudo era ao vivo, nem existia videotape”, destaca Guerrini. Em 1956, não havia redes nacionais de TV, porém a emissora transmitiu, ao vivo, o Grande Prêmio de Turfe do Brasil, direto do Jóquei Clube do Rio de Janeiro. “No resto do país essa forma de transmissão aconteceu bem mais tarde”, completa. Pouco tempo depois, em 1960, foi a única a transmitir a festa de inauguração de Brasília (DF).
Leia a reportagem completa na edição 294 de outubro da IMPRENSA.