TV estatal do Irã nega libertação de mulher condenada ao apedrejamento

TV estatal do Irã nega libertação de mulher condenada ao apedrejamento

Atualizado em 10/12/2010 às 08:12, por Redação Portal IMPRENSA.

A TV estatal iraniana Press TV negou a notícia de que Sakineh Mohammadi Ashtiani, condenada ao apedrejamento por adultério, tenha sido libertada. Segundo informações da France Presse, o Comitê Internacional Contra o Apedrejamento e a Pena de Morte (Icas), sediado na Alemanha, havia a libertação de Sakineh na última quinta (09).

Segundo a emissora do Irã, a divulgação do Icas teria sido feita baseada em fotos de uma mulher em frente à residência de Sakineh. O canal afirma, ainda, que realizou filmagens para a reconstituição do caso, e recebeu autorização da Justiça para levar a iraniana ao local onde teria acontecido o crime.

As imagens da mulher identificada como Sakineh foram feitas por uma equipe da Press TV entre os dias 4 e 5 de dezembro. Durante o vídeo - que será pelo canal nesta sexta (10), no programa "Iran Today" -, a iraniana volta a confessar sua culpa na morte do marido.

A condenação da iraniana ganhou repercussão mundial. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ofereceu asilo à mulher, no final de julho, e a primeira-dama da França, Carla Bruni, defendeu publicamente Sakineh, gerando críticas de parte da imprensa do Irã que chegou a chamá-la de "prostituta" e "imoral". A sentença de apedrejamento foi suspensa, mas não cancelada pela Suprema Corte do país.

Além de divulgar a notícia da libertação de Sakineh, o Icas informou que o filho dela, Sajjad Ghaderzadeh, também estaria em liberdade. Ghaderzadeh foi detido junto com o advogado da família, Houtan Kian, e outros dois jornalistas alemães em outubro. Os dois iranianos concediam uma entrevista aos repórteres, apoiados pela coordenadora do Icas, Mina Ahadi, que fazia a tradução por telefone.

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