Turquia mantém jornalista alemã presa com seu filho de três anos
Um tribunal turco resolveu na quarta-feira (11), manter sob custódia a jornalista e tradutora alemã Mesale Tolu, acusada de ser membro de umgrupo radical de esquerda proibido pela justiça do país.
Atualizado em 12/10/2017 às 11:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
Seu caso é mais um de diversos que teriam levado a uma crise diplomática entre Ancara e Berlin. As informações são do jornal alemão DW. Crédito:DW/DPA/AFP Mesale Tolu, de 33 anos, foi inicialmente detida no final de abril e é acusada de pertencer ao Partido Comunista Marxista-Leninista (MLKP), que está proibido na Turquía e ao qual se qualifica de "grupo terrorista". A jornalista foi julgada esta semana em uma corte de Silivri, na região de Estambul, junto com outros 17 acusados no mesmo caso. Se condenada, ela pode pegar até 15 anos de prisão.
Segundo os advogados da jornalista, o tribunal determinou que Mesale e mais cinco detidos continuassem presos. Outros oito poderiam aguardar o julgamento em liberdade.
Mesale, que trabalhou como repórter e tradutora da agência de notícias de esquerda ETHA, se encontra reclusa no cárcere de mulheres de Bakirkoy, em Estambul, junto com seu filho de três anos.
Jornalistas sob pressão
Na tarde de terça-feira (10), o “Wall Street Journal” anunciou que a jornalista Ayla Albayrak, que atualmente está em Nova York, foi sentenciada a dois anos e um mês de prisão pela Justiça da Turquia por causa de um artigo sobre o conflito entre Ancara e os separatistas curdos.
De acordo com informações divulgadas pelo jornal, o “Wall Street” defendeu a publicação da repórter, de 2015, como equilibrada e disse que Ayla vai apelar da decisão. A sentença, no entanto, não foi confirmada pelas autoridades ou pela imprensa na Turquia, onde o caso não foi divulgado publicamente.
Em setembro, o jornalista francês Loup Bureau retornou a Paris após passar 51 dias preso na Turquia, acusado de pertencer a uma "organização terrorista armada". Em agosto, a polícia de Istambul realizou uma operação para cumprir 35 mandatos de prisão contra jornalistas.
Saiba mais:

Segundo os advogados da jornalista, o tribunal determinou que Mesale e mais cinco detidos continuassem presos. Outros oito poderiam aguardar o julgamento em liberdade.
Mesale, que trabalhou como repórter e tradutora da agência de notícias de esquerda ETHA, se encontra reclusa no cárcere de mulheres de Bakirkoy, em Estambul, junto com seu filho de três anos.
Jornalistas sob pressão
Na tarde de terça-feira (10), o “Wall Street Journal” anunciou que a jornalista Ayla Albayrak, que atualmente está em Nova York, foi sentenciada a dois anos e um mês de prisão pela Justiça da Turquia por causa de um artigo sobre o conflito entre Ancara e os separatistas curdos.
De acordo com informações divulgadas pelo jornal, o “Wall Street” defendeu a publicação da repórter, de 2015, como equilibrada e disse que Ayla vai apelar da decisão. A sentença, no entanto, não foi confirmada pelas autoridades ou pela imprensa na Turquia, onde o caso não foi divulgado publicamente.
Em setembro, o jornalista francês Loup Bureau retornou a Paris após passar 51 dias preso na Turquia, acusado de pertencer a uma "organização terrorista armada". Em agosto, a polícia de Istambul realizou uma operação para cumprir 35 mandatos de prisão contra jornalistas.
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