Turquia fecha 130 veículos de comunicação e emite ordens de prisão contra jornalistas
Após a fracassada tentativa de golpe na Turquia, o governo fechou ao menos 130 veículos de comunicação independentes e emitiu ordens de pris
Atualizado em 28/07/2016 às 09:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
Após a fracassada tentativa de golpe na , o governo local ordenou o fechamento de 131 veículos de mídia no país. Segundo informações do Diário Oficial da Turquia os alvos da operação são três agências de notícias, 16 emissoras de TV, 23 emissoras de rádio, 45 jornais diários, 15 revistas, além de 29 editoras.
A agência de notícias Dogan informou que 16 jornalistas foram detidos sob custódia e 11 fugiram do país. Na última quarta-feira (27/7), foram emitidos mandados de prisão contra 47 ex-funcionários do Zaman . O ex-redator-chefe Abdulhamit Bilici, e dois ex-redatores do Today’s Zaman são procurados pela polícia.
Entre os detidos estão cientista político Sahin Alpay, ex-colunista do jornal Zaman , e comentarista da emissora Mehtap, ambos tomados pelo governo de Recep Tayyip Erdogan em março deste ano, e Mümtazer Türköne, acadêmico e também famoso colunista no país.
Crédito:Reprodução O cientista político Sahin Alpay, ex-colunista do jornal Zaman, sendo detido
Quando soube que havia sido emitida sua ordem de prisão, Turkone fez uma post no Twitter: "Acabei de saber que foi emitido uma ordem de prisão contra mim. Liguei para a polícia e dei o endereço onde estou. Estou esperando. Que seja o que Deus quiser".
Crédito:Reprodução Turkone postou mensagem no Twitter avisando que seria preso
Desde a fracassada tentativa de golpe, a perseguição contra imprensa e intelectuais atingiu níveis alarmantes. Se antes do fato, havia 98 jornalistas presos e/ou detidos. Na última segunda-feira (25), foram emitidas 42 ordens de prisão. Já na última quarta-feira (27), outras 47. No total, 187 jornalistas, atualmente, estão sob custódia do Estado, ou porque são acusados de apoio ao golpe, ou por ofensas ao presidente Erdogan.
Crédito:Reprodução Depois de avisar sua localização à polícia, Turkone foi detido
A Associação de Jornalistas da Turquia lamentou as ações do governo. "É triste e inaceitável. Àqueles que fazem realmente jornalismo, esperamos que não lhes aconteça nada", afirmou Turgay Olcayto, presidente da entidade.
Depois do aumento da repressão contra jornalistas, a Anistia Internacional denunciou “restrições draconianas à liberdade de expressão” e a ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) condenou as ordens de prisão. Atualmente, a Turquia está no 151º lugar no ranking de Liberdade de Imprensa no Mundo, de um total de 180 países.
A agência de notícias Dogan informou que 16 jornalistas foram detidos sob custódia e 11 fugiram do país. Na última quarta-feira (27/7), foram emitidos mandados de prisão contra 47 ex-funcionários do Zaman . O ex-redator-chefe Abdulhamit Bilici, e dois ex-redatores do Today’s Zaman são procurados pela polícia.
Entre os detidos estão cientista político Sahin Alpay, ex-colunista do jornal Zaman , e comentarista da emissora Mehtap, ambos tomados pelo governo de Recep Tayyip Erdogan em março deste ano, e Mümtazer Türköne, acadêmico e também famoso colunista no país.
Crédito:Reprodução O cientista político Sahin Alpay, ex-colunista do jornal Zaman, sendo detido
Quando soube que havia sido emitida sua ordem de prisão, Turkone fez uma post no Twitter: "Acabei de saber que foi emitido uma ordem de prisão contra mim. Liguei para a polícia e dei o endereço onde estou. Estou esperando. Que seja o que Deus quiser".
Crédito:Reprodução Turkone postou mensagem no Twitter avisando que seria preso
Desde a fracassada tentativa de golpe, a perseguição contra imprensa e intelectuais atingiu níveis alarmantes. Se antes do fato, havia 98 jornalistas presos e/ou detidos. Na última segunda-feira (25), foram emitidas 42 ordens de prisão. Já na última quarta-feira (27), outras 47. No total, 187 jornalistas, atualmente, estão sob custódia do Estado, ou porque são acusados de apoio ao golpe, ou por ofensas ao presidente Erdogan.
Crédito:Reprodução Depois de avisar sua localização à polícia, Turkone foi detido
A Associação de Jornalistas da Turquia lamentou as ações do governo. "É triste e inaceitável. Àqueles que fazem realmente jornalismo, esperamos que não lhes aconteça nada", afirmou Turgay Olcayto, presidente da entidade.
Depois do aumento da repressão contra jornalistas, a Anistia Internacional denunciou “restrições draconianas à liberdade de expressão” e a ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) condenou as ordens de prisão. Atualmente, a Turquia está no 151º lugar no ranking de Liberdade de Imprensa no Mundo, de um total de 180 países.





