Turquia condena jornalista do ‘Wall Street Journal’ a dois anos de prisão

O “Wall Street Journal” (WSJ) anunciou que a jornalista Ayla Albayrak, que atualmente está em Nova York, foi sentenciada a dois anos e um mês de prisão pela Justiça da Turquia por causa de um artigo sobre o conflito entre Ancara e os separatistas curdos.

Atualizado em 11/10/2017 às 13:10, por Redação Portal IMPRENSA.

Crédito:Divulgação A condenação de uma “jornalista profissional respeitada é uma afronta para todos os que estão empenhados em defender uma imprensa livre e sólida”, reagiu William Lewis, diretor-geral da “Dow Jones” e editor do “Wall Street Journal”, segundo informações da revista IstoÉ.
O artigo, de agosto de 2015, foi considerado “propaganda terrorista” e tinha como tema central o conflito em Silopi, na fronteira entre a Turquia e as regiões curdas do norte do Iraque, entre as forças turcas e o partido separatista curdo PKK, que é considerado grupo terrorista pela Turquia, Estados Unidos e União Europeia.
De acordo com informações divulgadas pelo jornal na noite de terça-feira (10), o “Wall Street” defendeu a publicação da repórter como equilibrado e disse que Ayla vai apelar da decisão. A sentença, no entanto, não foi confirmada pelas autoridades ou pela imprensa na Turquia, onde o caso não foi divulgado publicamente.
De acordo com o WSJ, Ayla tem nacionalidade turca e finlandesa. Em novembro de 2015, foi convocada a uma delegacia de polícia em Istambul, onde foi informada de que estava sendo investigada pela disseminação da propaganda terrorista. Em abril de 2016, a jornalista foi acusada de violar as leis antiterroristas.
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