TSE proíbe uso de imagens do 7 de setembro na campanha eleitoral de Bolsonaro

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Benedito Gonçalves proibiu o uso pela campanha de Jair Bolsonaro (PL) de imagens feitas pela

Atualizado em 12/09/2022 às 11:09, por Redação Portal IMPRENSA.

TSE proíbe uso de imagens do 7 de setembro na campanha eleitoral de Bolsonaro

TV Brasil das comemorações do bicentenário da independência. Segundo o magistrado, há favorecimento eleitoral de Bolsonaro no uso das imagens.
Gonçalves também determinou que a TV Brasil exclua trechos de um vídeo em seu canal no Youtube em que o presidente-candidato fala que rupturas como a de 1964, ano do golpe que deu início à ditadura militar, "podem se repetir". Em caso de descumprimento da decisão, a multa é de R$ 10 mil por dia. Crédito:Reprodução FSP - Gabriela Biló Para o ministro, o uso de imagens da celebração oficial na propaganda eleitoral faz "crer que a presença de milhares de pessoas na Esplanada dos Ministérios, com a finalidade de comemorar a data cívica, seria fruto de mobilização eleitoral em apoio ao candidato à reeleição".
Após ações do PT, do PDT e do União Brasil, que pedem a investigação do presidente Jair Bolsonaro por abuso de poder político e econômico nos atos de 7 de Setembro, Gonçalves abriu diferentes ações no TSE para apurar irregularidades eleitorais de Bolsonaro em 7 de setembro.
Dinheiro público

Os partidos adversários de Bolsonaro alegam que, por ser um ato público destinado a louvar um fato histórico para o país, o evento não poderia ter sido transformado em um palanque eleitoral, com a utilização de toda estrutura custeada com dinheiro público.
Neste sábado, 10, a campanha de Bolsonaro levou imagens do 7 de setembro ao horário eleitoral gratuito. "Nosso Brasil está comemorando 200 anos de independência e a gente foi para a rua comemorar esse passado, mas também para dizer que Brasil a gente quer para o futuro", diz a locutora da peça publicitária. "Está vendo essa galera toda aí? Tem pai, tem mãe, tem tio, avô, avó, tem a juventude, as crianças. Isso é a família, e todos querem a mesma coisa: um Brasil decente e seguro", acrescenta a locutora.

Na sequência, aparece um trecho do discurso de Bolsonaro na Esplanada dos Ministérios no 7 de setembro. "Hoje vocês têm um presidente que acredita em Deus, um governo que defende a família. Somos uma pátria majoritariamente cristã, que não quer a liberação das drogas, que não quer a legalização do aborto, que não admite a ideologia de gênero. E um presidente que deve lealdade a seu povo."