TSE nega direito de resposta a Bolsonaro por uso de vídeo com xingamento a jornalista

O ministro Luís Roberto Barroso disse que as “críticas ácidas a postulantes de mandatos eletivos" fazem parte do debate político e da l

Atualizado em 20/09/2018 às 11:09, por Redação Portal IMPRENSA.

O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral rejeitou o pedido de direito de resposta feito por Jair Bolsonaro (PSL) pelo uso, na campanha de Geraldo Alckmin (PSDB), de imagens em que o candidato à presidência aparece xingando uma jornalista e uma federal.

Crédito:Reprodução Imagem de Bolsonaro xingando repórter da Rede TV foi usada em propaganda de Alckmin

De acordo com a , entre os argumentos para o indeferimento do pedido está o do direito à liberdade de expressão. Segundo o ministro Luís Roberto Barroso, isso inclui “críticas ácidas a postulantes de mandatos eletivos e é essencial para a formação de um espaço público de debate”.


Na propaganda eleitoral de Alckmin, foi exibido um vídeo com imagens de Bolsonaro destratando a jornalista Manuela Borges, que cobria Brasília pela Rede TV, na ocasião, em 2014. Irritado com perguntas da repórter sobre a ditadura militar, o deputado a chamou de "idiota" e "ignorante".


Em outra parte do vídeo do PSDB, o candidato do PSL discute e ameaça a deputada Maria do Rosário. No fim, o programa pergunta: “Você gostaria de ter um presidente que trata as mulheres como o Bolsonaro trata?”.


A defesa do candidato alegou que a propaganda desvirtua seu verdadeiro comportamento e usa suas palavras fora de contexto. Bolsonaro não foi o único que não gostou do uso das imagens. com a volta do caso ao acesso público.


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