TSE julga improcedente pedido de direito de resposta de Dilma à Folha SC

TSE julga improcedente pedido de direito de resposta de Dilma à Folha SC

Atualizado em 19/11/2010 às 09:11, por Redação Portal IMPRENSA.

TSE julga improcedente pedido de direito de resposta de Dilma à Folha SC

Na última quinta-feira (18), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgou improcedente uma representação feita pela coligação "Para o Brasil Seguir Mudando" - PT, PMDB, PCdoB, PDT, PRB, PR, PSC, PSB, PTC e PTN -, que apoiava a candidatura de Dilma Rousseff (PT) para a Presidência da República, em que pedia direito de resposta contra a empresa responsável pelo jornal Folha SC , a diretora Maria Aparecida Alves e o editor da publicação Celso Machado. Na ação, os partidos alegavam que o veículo teria divulgado uma suposta frase de conteúdo inverídico e que ofendia a candidata durante a campanha eleitoral.

A frase "Nem Cristo me tira essa vitória" foi impressa na coluna assinada por Machado no jornal, e teria sido atribuída à presidente eleita. A coligação afirmou que Dilma não havia dito tais palavras, e que o jornal teve intenção de "degradar a honra e a imagem da candidata".

A ministra do TSE, Nancy Andrighi, que julgou o pedido de direito de resposta, declarou que "a frase veiculada no periódico não tem conteúdo ofensivo, não macula a honra ou a imagem da então candidata, não interfere nem tem força para impactar negativamente o equilíbrio entre os contendores, razão pela qual, não vislumbro a hipótese de concessão de direito de resposta". Para Nancy, mesmo com o fim das eleições, a coligação ainda demonstra interesse em rebater e esclarecer as supostas inverdades atribuídas a Folha SC, segundo informou o portal Estadão.com.br.

Em outubro, o grupo de partidos que apoiava a candidatura da petista também entrou com representação junto ao TSE pedindo direito de resposta na TV Canção Nova de 15 minutos no período da manhã. A legenda reclamou sobre um sermão do padre José Augusto, exibido ao vivo pela emissora, em que ele pedia aos fiéis para não votarem na ex-ministra. Para o partido, o sacerdote havia emitido opiniões falsas e difamatórias.

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