Tribunal egípcio adia julgamento de jornalistas da Al-Jazeera

Um tribunal egípcio adiou para 8 de março o novo julgamento dos jornalistas da Al-Jazeera Mohamed Fahmy, de 40 anos, e Baher Mohamed, de 31,presos em dezembro de 2013 sob acusação de apoio à Irmandade Muçulmana, organização islâmica radical chefiada pelo ex-presidente Mohamed Mursi.

Atualizado em 23/02/2015 às 17:02, por Redação Portal IMPRENSA.



Crédito:Reprodução Tribunal adiou o novo julgamento dos jornalistas Baher Mohamed e Mohamed Fahmy
Após mais de 400 dias detidos, ambos ganharam liberdade condicional no início deste mês. O jornalista australiano Peter Greste, também detido em 2013, foi libertado através de um decreto presidencial que autoriza a transferência de estrangeiros processados no Egito para seu país de origem e está liberado da acusação.

No primeiro julgamento, ocorrido em janeiro deste ano, Fahmy recebeu uma sentença de sete anos de prisão e Mohamed foi condenado a dez anos. O novo julgamento foi determinado pelo Tribunal de Recurso, que reconheceu que o processo inicial violou os direitos dos réus.

À Al-Jazeera, os jornalistas negam o apoio à Irmandade Muçulmana e afirmam que apenas reportaram as notícias locais.