Tribunal de Londres inicia julgamento sobre extradição de fundador do WikiLeaks
Tribunal de Londres inicia julgamento sobre extradição de fundador do WikiLeaks
Atualizado em 07/02/2011 às 10:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
Nesta segunda-feira (07), o tribunal de alta segurança de Woolwich, Londres (Inglaterra), inicia o julgamento sobre o processo de extradição do fundador do site WikiLeaks, o australiano Julian Assange - acusado pela Justiça da Suécia de cometer crimes sexuais. Após ter um mandato de prisão emitido pelas autoridades suecas e pela Interpol, Assange se entregou à polícia londrina em dezembro de 2010, e está em liberdade assistida após ter pago fiança.
Segundo informou o portal Folha.com, Assange afirma que as acusações da Justiça sueca foram feitas por motivações políticas, e que as relações com as supostas vítimas foram consensuais. A defesa do australiano declarou que teme que, após a extradição, o fundador do WikiLeaks seja entregue aos EUA onde poderia ser condenado à pena de morte pela publicação dos documentos sigilosos sobre a diplomacia norte-americana.
Em janeiro, o fundador do WikiLeaks se apresentou a um tribunal londrino como parte de uma audiência de rotina e preparatória para a definição de seu processo de extradição para a Suécia. Além do julgamento, está previsto para esta segunda um protesto em apoio ao australiano, que contará com a presença de personalidades, incluindo a embaixadora do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e bilionária britânica Jemina Khan.
Caso WikiLeaks
No final de novembro, o WikiLeaks vazou mais de 250 mil documentos secretos que revelam os bastidores da diplomacia dos EUA, entre despachos e outros registros. A Casa Branca condenou a publicação dos dados, dizendo que o site colocava em risco a vida de americanos e aliados do país.
Após o vazamento histórico, o governo norte-americano pressionou o maior servidor do país, a Amazon Web Services, para interromper o acesso ao WikiLeaks e evitar outra divulgação de informações comprometedoras. A França também enviou um comunicado aos servidores do país, declarando que as empresas francesas não podem hospedar páginas da web consideradas criminosas em outros países.
Além disso, o banco suíço PostFinance fechou a conta aberta pela organização para recebimento de doações e as empresas de cartão de crédito Mastercard, Visa e PayPal bloqueariam os pagamentos feitos ao site.
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Segundo informou o portal Folha.com, Assange afirma que as acusações da Justiça sueca foram feitas por motivações políticas, e que as relações com as supostas vítimas foram consensuais. A defesa do australiano declarou que teme que, após a extradição, o fundador do WikiLeaks seja entregue aos EUA onde poderia ser condenado à pena de morte pela publicação dos documentos sigilosos sobre a diplomacia norte-americana.
Em janeiro, o fundador do WikiLeaks se apresentou a um tribunal londrino como parte de uma audiência de rotina e preparatória para a definição de seu processo de extradição para a Suécia. Além do julgamento, está previsto para esta segunda um protesto em apoio ao australiano, que contará com a presença de personalidades, incluindo a embaixadora do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e bilionária britânica Jemina Khan.
Caso WikiLeaks
No final de novembro, o WikiLeaks vazou mais de 250 mil documentos secretos que revelam os bastidores da diplomacia dos EUA, entre despachos e outros registros. A Casa Branca condenou a publicação dos dados, dizendo que o site colocava em risco a vida de americanos e aliados do país.
Após o vazamento histórico, o governo norte-americano pressionou o maior servidor do país, a Amazon Web Services, para interromper o acesso ao WikiLeaks e evitar outra divulgação de informações comprometedoras. A França também enviou um comunicado aos servidores do país, declarando que as empresas francesas não podem hospedar páginas da web consideradas criminosas em outros países.
Além disso, o banco suíço PostFinance fechou a conta aberta pela organização para recebimento de doações e as empresas de cartão de crédito Mastercard, Visa e PayPal bloqueariam os pagamentos feitos ao site.
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