Três meses após terremoto, mídia do Haiti ainda se recupera lentamente
Três meses após terremoto, mídia do Haiti ainda se recupera lentamente
Um comunicado divulgado pela organização Repórteres Sem Fronteiras nesta segunda-feira (12), mostra que, três meses após o terremoto que devestou o Haiti, causando a morte de 230 mil pessoas, a imprensa do país começa a dar sinais de recuperação.
Em parceria com o grupo canadense Quebecor e com apoio do governo haitiano, a RSF organizou um centro operativo dos meios de comunicação no país - que começou a funcionar apenas nove dias depois da tragédia.
Entre as cerca de 50 estações de rádio que existem na capital Porto Príncipe, 25 voltaram a transmitir no mês seguinte ao terremoto, em grande parte graças a ajuda logística da Radio France. No entanto, para outros meios de comunicação a recuperação foi mais lenta e em condições precárias.
Guy Jean, diretor da Tropic FM, explicou que eles tiveram que deixar "o imóvel onde funcionou a rádio durante 18 anos. Voltamos a transmitir na semana passada de uma pequena cabana construída nos jardins do Ministério da Cultura". Já o sacerdote Désinord Jean, diretor da estação católica Radio-Télé Soleil, afirmou que "apesar de perder nossos arquivos e da falta de meios, não nos desesperamos".
Os veículos impressos retomam lentamente a produção de conteúdo. "Agora vamos retomar nosso ritmo cotidiano", assegurou Max Chauvet, proprietário e diretor do Le Nouvelliste , principal diário do país, fundado em 1898. Com o terremoto, o jornal se viu obrigado a funcionar apenas pela internet. Um mês e meio depois da tragédia, ele circulou com uma edição especial. A
Outro grande jornal haitiano, o Le Matin , deve voltar à República Dominicana, de onde era impresso oito meses antes do terremoto. Antes diário, agora a publicação é bisemanal.
Com capacidade de 20 postos de trabalho, o Centro Operativo da RSF recebe, em média, 17 jornalistas por dia. Só no mês de março, foram registradas 358 utilizações de seu equipamento de informática. Com a função de ser um centro técnico de apoio, o espaço se converteu em um local de intercâmbio, formação e convergência.
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