"Trabalhar com arte e criação deixa a vida feliz, mais leve", diz o fotógrafo publicitário Sérgio Chvaicer

"Trabalhar com arte e criação deixa a vida feliz, mais leve", diz o fotógrafo publicitário Sérgio Chvaicer

Atualizado em 04/06/2008 às 13:06, por Érika Valois/Redação Portal IMPRENSA.

Por

A variedade de objetos e temas na fotografia é uma das coisas que mais atrai Sérgio Chvaicer. "Um dia se fotografa carro, no outro, modelos, no outro, sorvete e por aí vai. Trabalhar com arte e criação deixa a vida feliz, mais leve", afirmou.

Nascido no Estado do Rio de Janeiro e criado na cidade de São Paulo (SP), Sérgio começou a se interessar pela fotografia aos 11 anos de idade por influência do irmão, que, na época, havia ganhado uma câmera fotográfica. "Eu ficava ajudando no laboratório e achava fascinante a imagem ser revelada".

Sérgio Chvaicer

O primeiro trabalho profissional apareceu num estúdio de uma agência de propaganda, onde trabalhavam apenas o diretor de criação, que também era sócio, e ele - o único funcionário do lugar, considerado o "faz tudo". Após seis meses no emprego, surgiu uma campanha muito importante para uma rádio conhecida.

Sob o tema "Nosso auditório é assim", a campanha deveria retratar sofisticação, com carros importados, mansões e top models. "O fotógrafo titular estava ocupado e me falou: vai lá e faz. Eu confio no seu taco". Sérgio assumiu a missão. "Fui lá e fiz. O cliente adorou! Virei fotógrafo", conta entusiasmado.

Sérgio Chvaicer

Mais de três décadas depois, ele lembra, saudoso, do primeiro outdoor sendo colado na rua. "Tenho vivo na minha memória até hoje. Foi na esquina da Av. Rebouças com a rua Estados Unidos. À noite, parei no farol e vi os caras colando folha por folha. Foi uma emoção indescritível".

Sérgio Chvaicer

Fotógrafo profissional há 36 anos, Sérgio ressalta que a fotografia publicitária difere dos demais tipos por ter um fim específico. "Existem parâmetros a serem respeitados, e por mais que se tenha certa liberdade de criação, a foto deve atingir um objetivo pré-determinado". E acrescenta: "em casos de fotos para embalagens, por exemplo, temos espaços muito limitados, devemos respeitar textos, logotipos etc., já em cartazes, temos mais liberdade".

Sérgio Chvaicer

De acordo com o ele, as campanhas de carros e sorvetes figuram entre as mais difíceis. "Fotografias de carro são complicadas. Eles são um espelho, você tem que dominar a técnica e ter estúdio adequado". Chvaicer salienta que quando a foto é na rua, aspectos como horário e o que pode refletir no automóvel devem ser levados em consideração. No caso dos sorvetes, para não correr o risco de perder o trabalho, Sérgio fez uso da criatividade e desenvolveu uma nova ferramenta de trabalho."Os sorvetes derretem, por isso, desenvolvi um estúdio frigorífico, único no mundo".

Fotógrafo experiente, ele afirma: "um fotógrafo completo precisa dominar a técnica e ser criativo. Não dá para ser bom sem juntar as duas coisas".