Trabalhadores do "Libération" usam capa do jornal para se manifestar contra mudanças

A capa do último sábado (8/2) do Liberátion trouxe um manifesto dos trabalhadores que critica os acionistas pelo projeto de transformar o jornal em centro cultural.

Atualizado em 10/02/2014 às 13:02, por Redação Portal IMPRENSA.

Não somos um restaurante, uma rede social, um espaço cultural...", dizia o texto.
Crédito:Reprodução Profissionais são contra transformação do jornal em centro cultural
De acordo com o Público , o jornal, que comemora 40 anos, tinha sido vendido a um grupo de empresários devido à crise financeira. No entanto, este novo grupo, composto por Bruno Ledoux, Edouard de Rothschild e a empresa Ersel, elaborou uma proposta de reforma, que havia provocado uma greve de 24 horas por parte dos trabalhadores.
A proposta, segundo os acionistas, terá “fortes perspectivas de crescimento”. O projeto prevê uma transformação física na sede, onde surgiria um espaço cultural, uma área de conferências com estúdios de televisão, uma rádio, uma redação digital, um restaurante, um bar e uma incubadora de start ups.
Os jornalistas ficaram perplexos e irados com as mudanças e usaram a capa do jornal para expressar o desacordo com a medida. “O projeto dos acionistas (...) provocou a estupefação e depois a cólera da equipe. Não oferece qualquer perspectiva séria sobre o futuro do jornal que têm nas mãos. Se for aplicado, o Libération torna-se uma simples marca. As próximas semanas vão ser difíceis, mas estamos unidos e determinados”. Os trabalhadores não acreditam na veracidade do plano de reforma e pedem algo mais concreto para que tenham seu apoio. "Queremos um verdadeiro plano de desenvolvimento, desejamos uma sólida reestruturação da empresa e um sério projeto editorial que responda ao que pretendem os leitores e que garanta o futuro do jornal".