Trabalhadores da EBC entram em greve após rejeitarem proposta de reajuste salarial
Conforme IMPRENSA adiantou na tarde da última terça-feira (5/11), após assembleia nacional, os funcionários da EBC anunciaram que vão entrarem greve na próxima quinta (7/11), a partir das 16h.
Atualizado em 06/11/2013 às 18:11, por
Vanessa Gonçalves e Edson Caldas.
Eles rejeitaram a proposta da direção da empresa referente à negociação do acordo coletivo e decidiram início da paralisação ao término das 48 horas, prazo final para que uma nova oferta seja apresentada.
Crédito:Divulgação Empregados da EBC farão paralisação a partir de amanhã
A medida foi aprovada por mais de 600 funcionários de Brasília (DF), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e São Luís (MA), que se reuniram por videoconferência. "Não temos quantitativo ainda, mas as sinalizações de adesão estão grandes", diz Jonas Valente, coordenador geral do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal.
Segundo a Comissão Nacional dos Empregados da EBC, apesar de a direção ter afirmado que, caso não fosse aceita a proposta levaria o caso à Justiça, os funcionários aprovaram uma contraproposta, sinalizando que apoiam a continuidade das negociações.
De acordo com Valente, a empresa enviou um informe aos trabalhadores se dizendo surpresa com a medida. "Achamos que não faz muito sentido, uma vez que a gente já vem nessa discussão há algum tempo. Em assembleias anteriores, essa sinalização já tinha sido dada. Não foi uma coisa que começou do nada", aponta.
Representante dos funcionários conta que a empresa propôs um ganho real nos salários no prazo de dois anos, bem como a inclusão dos funcionários no vale-cultura e acréscimo de um vale-refeição extra de fim de ano. Além disso, querem excluir cerca de 30 cláusulas do acordo coletivo, transformando várias delas em normas da empresa.
“Os funcionários da EBC não aceitam esta proposta, pois eles já não cumprem o acordo coletivo, o que dirá de normas que podem ser excluídas ou modificadas em uma simples reunião da diretoria”, revela a Comissão Nacional dos Empregados.
"No ano passado, durante a última negociação, foi feito um acordo verbal no sentido de que a empresa naquele ano não poderia dar um aumento real, em razão de uma reestruturação. Iria só repor a inflação", explica o presidente do SJSP, José Augusto Camargo.
Entretanto, "neste ano, durante uma nova negociação, a situação não está caminhando para um aumento real." Segundo o jornalista, os funcionários esperam que, com a greve, o diálogo avance e a empresa apresente propostas mais concretas.
Um encontro entre sindicatos, comissão de funcionários e representantes da EBC está marcada para a próxima sexta (8/11), às 13h. Entretanto, até o fechamento da nota, a empresa não havia se posicionado sobre a realização da conversa. De qualquer forma, neste dia, às 16h, os trabalhadores farão uma passeata até o Ministério do Planejamento com objetivo de cobrar esforços da pasta em garantir suas demandas.
A Comissão Nacional dos Empregados revelou que a EBC entrou com uma medida na Justiça solicitando que, durante a greve, ao menos 30% dos funcionários permaneçam em atividade. A alegação é de que trata-se de um serviço de emergência. Os sindicatos das categorias envolvidas tentam barrar a medida e garantir a paralisação total.
Procurada por IMPRENSA, a direção da EBC não pode responder, pois estava reunida debatendo a questão da greve. Em contato telefônico, Nelson Breve, diretor-presidente da empresa, disse que estava em Washington, EUA, e que não poderia comentar o assunto no momento.
Crédito:Divulgação Empregados da EBC farão paralisação a partir de amanhã
A medida foi aprovada por mais de 600 funcionários de Brasília (DF), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e São Luís (MA), que se reuniram por videoconferência. "Não temos quantitativo ainda, mas as sinalizações de adesão estão grandes", diz Jonas Valente, coordenador geral do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal.
Segundo a Comissão Nacional dos Empregados da EBC, apesar de a direção ter afirmado que, caso não fosse aceita a proposta levaria o caso à Justiça, os funcionários aprovaram uma contraproposta, sinalizando que apoiam a continuidade das negociações.
De acordo com Valente, a empresa enviou um informe aos trabalhadores se dizendo surpresa com a medida. "Achamos que não faz muito sentido, uma vez que a gente já vem nessa discussão há algum tempo. Em assembleias anteriores, essa sinalização já tinha sido dada. Não foi uma coisa que começou do nada", aponta.
Representante dos funcionários conta que a empresa propôs um ganho real nos salários no prazo de dois anos, bem como a inclusão dos funcionários no vale-cultura e acréscimo de um vale-refeição extra de fim de ano. Além disso, querem excluir cerca de 30 cláusulas do acordo coletivo, transformando várias delas em normas da empresa.
“Os funcionários da EBC não aceitam esta proposta, pois eles já não cumprem o acordo coletivo, o que dirá de normas que podem ser excluídas ou modificadas em uma simples reunião da diretoria”, revela a Comissão Nacional dos Empregados.
"No ano passado, durante a última negociação, foi feito um acordo verbal no sentido de que a empresa naquele ano não poderia dar um aumento real, em razão de uma reestruturação. Iria só repor a inflação", explica o presidente do SJSP, José Augusto Camargo.
Entretanto, "neste ano, durante uma nova negociação, a situação não está caminhando para um aumento real." Segundo o jornalista, os funcionários esperam que, com a greve, o diálogo avance e a empresa apresente propostas mais concretas.
Um encontro entre sindicatos, comissão de funcionários e representantes da EBC está marcada para a próxima sexta (8/11), às 13h. Entretanto, até o fechamento da nota, a empresa não havia se posicionado sobre a realização da conversa. De qualquer forma, neste dia, às 16h, os trabalhadores farão uma passeata até o Ministério do Planejamento com objetivo de cobrar esforços da pasta em garantir suas demandas.
A Comissão Nacional dos Empregados revelou que a EBC entrou com uma medida na Justiça solicitando que, durante a greve, ao menos 30% dos funcionários permaneçam em atividade. A alegação é de que trata-se de um serviço de emergência. Os sindicatos das categorias envolvidas tentam barrar a medida e garantir a paralisação total.
Procurada por IMPRENSA, a direção da EBC não pode responder, pois estava reunida debatendo a questão da greve. Em contato telefônico, Nelson Breve, diretor-presidente da empresa, disse que estava em Washington, EUA, e que não poderia comentar o assunto no momento.
Leia também
-
-
-





