Tornavoz retoma projeto que visa garantir defesa judicial a mulheres jornalistas assediadas

Fundado pela advogada Taís Gasparian, especialista na área do direito civil relacionado a mídia, publicidade e internet, o Instituto Tornavoz, que atua para garantir defesa jurídica àqueles que sofrem processos judiciais em razão do exercício da manifestação do pensamento e da expressão, renovou o projeto Tornavoz – Defendendo vozes femininas.

Atualizado em 25/09/2023 às 13:09, por Redação Portal IMPRENSA.


Executada em parceria com a Sitawi Finanças do Bem, entidade que atua mobilizando recursos financeiros para projetos de impacto socioambiental positivo, a iniciativa conta com financiamento do Global Media Defense Fund (Fundo Global de Defesa da Mídia), da Unesco, e visa garantir a mulheres jornalistas brasileiras uma "defesa de qualidade", estabelecendo um ambiente mais seguro para o trabalho da imprensa.
Segundo a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), as mulheres tornaram-se as principais vítimas de ataques virtuais contra jornalistas. Em 2020, 56,76% das ameaças e campanhas de intimidação e difamação contra profissionais de imprensa foram direcionados a ela. Crédito:Reprodução Em seu primeiro ano, o projeto Tornavoz – Defendendo vozes femininas apoiou a defesa judicial de quatro mulheres jornalistas. Com a renoavação, a iniciativa atenderá ao menos três novos casos, arcando com honorários advocatícios e contribuindo para a definição das estratégias de defesa adotadas nos tribunais.
Diretora-executiva do Instituto Tornavoz, Charlene Nagae destaca a importância da renovação do projeto e lembra que o assédio judicial e outras tentativas de silenciamento da imprensa precisam ser combatidos. " (...) assim como na sociedade, as desigualdades de gênero mobilizam estruturas para que as mulheres estejam no alvo dessas violências. Queremos fortalecê-las e contribuir para que desempenhem sua profissão com segurança e liberdade."