Toffoli pede que Moro informe se Greenwald é investigado
Jornalista é fundador do site The Intercept, que tem divulgado troca de mensagens entre o ministro da Justiça e procuradores da Lava Jato
Atualizado em 16/07/2019 às 08:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, pediu informações ao ministro da Justiça, Sergio Moro, se a Polícia Federal (PF) está investigando o jornalista Glenn Greenwald, editor do site The Intercept Brasil.
Crédito:Agência Brasil Há cerca de duas semanas, o site O Antagonista publicou uma nota informando que a PF teria pedido ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras um relatório das atividades financeiras do jornalista Glenn Greenwald.
O despacho foi dado em ação apresentada pelo partido Rede Sustentabilidade, que pede para anular eventuais procedimentos que possam ter sido abertos tendo Greenwald como alvo. Foi dado um prazo de cinco dias para que Moro e PF respondam.
Greenwald é o fundador do Intercept Brasil, que tem divulgado trocas de mensagens atribuídas a Moro, na época em que ele era juiz na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, e os procuradores da operação Lava Jato.
Na segunda-feira (15/07), a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, vinculada à Procuradoria-Geral da República, divulgou nota defendendo a liberdade de publicação das mensagens obtidas pelo Intercept Brasil.
“Assim, não é possível censura prévia a qualquer publicação jornalística, ainda que ela incorra em ilegalidades ou abusos, inclusive no que diz respeito ao direito de privacidade”, diz a nota.
A nota diz ainda que Estado deve informar se existe alguma investigação contra “jornalistas ou meios de comunicação que estejam envolvidos com a publicação de informações jornalísticas de potencial desagrado de autoridades”. O texto é assinado pela chefe do órgão, a procuradora Deborah Duprat, e pelos procuradores Domingos Dresch da Silveira, Marlon Weichert e Eugênia Gonzaga.
A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) incorporou-se aos na defesa de Greenwald e de outros repórteres ameaçados neste e em outros casos que possam gerar represálias do Estado.
Crédito:Agência Brasil Há cerca de duas semanas, o site O Antagonista publicou uma nota informando que a PF teria pedido ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras um relatório das atividades financeiras do jornalista Glenn Greenwald.
O despacho foi dado em ação apresentada pelo partido Rede Sustentabilidade, que pede para anular eventuais procedimentos que possam ter sido abertos tendo Greenwald como alvo. Foi dado um prazo de cinco dias para que Moro e PF respondam.
Greenwald é o fundador do Intercept Brasil, que tem divulgado trocas de mensagens atribuídas a Moro, na época em que ele era juiz na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, e os procuradores da operação Lava Jato.
Na segunda-feira (15/07), a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, vinculada à Procuradoria-Geral da República, divulgou nota defendendo a liberdade de publicação das mensagens obtidas pelo Intercept Brasil.
“Assim, não é possível censura prévia a qualquer publicação jornalística, ainda que ela incorra em ilegalidades ou abusos, inclusive no que diz respeito ao direito de privacidade”, diz a nota.
A nota diz ainda que Estado deve informar se existe alguma investigação contra “jornalistas ou meios de comunicação que estejam envolvidos com a publicação de informações jornalísticas de potencial desagrado de autoridades”. O texto é assinado pela chefe do órgão, a procuradora Deborah Duprat, e pelos procuradores Domingos Dresch da Silveira, Marlon Weichert e Eugênia Gonzaga.
A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) incorporou-se aos na defesa de Greenwald e de outros repórteres ameaçados neste e em outros casos que possam gerar represálias do Estado.





