TJMT nega pedido de habeas corpus a jornalista acusado de extorsão

O desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira, da Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou o pedido de habeas corpus apresentado pelo jornalista Max Feitosa Milas, acusado de extorquir empresários e políticos no estado.

Atualizado em 27/09/2016 às 11:09, por Redação Portal IMPRENSA.


Crédito:Divulgação Jornalista acusado de extorquir políticos e empresários recorreu ao TJMT para pedir retirada de tornozeleira
De acordo com o Olhar Jurídico, o advogado do jornalista, Marco Antonio Dias Filho, alegou que ao substituir a prisão preventiva pelo uso da tornozeleira eletrônica, a juíza da 7ª Vara Criminal, Selma Rosane Arruda, cometeu "verdadeira antecipação de pena". Ele também destacou que o longo período do uso da tornozeleira configura "constrangimento ilegal”.
Na análise do pedido, o desembargador teve como base a decisão anterior do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que indeferiu a reconsideração da medida cautelar e da prisão preventiva. Oliveira reiterou que o processo carece de mais informações para que passe a ser julgado pela Terceira Câmara Criminal. O caso
As práticas ilegais foram deflagradas na Operação "Liberdade de Extorsão", da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz). A PF prendeu, além de Max, seu pai e seu irmão, Antônio Carlos e Maycon Milas, respectivamente, Naedson Martins da Silva, editor chefe do Brasil Notícias, Antônio Peres Pacheco e Haroldo Ribeiro.
Segundo o Ministério Público, Antonio Carlos seria o líder do grupo, sendo responsável pela escolha das vítimas e agendamento das reuniões. Max e Maycon faziam as pesquisas no sistema da prefeitura, e a extração de informações eram feitas por Antonio, Haroldo e Naedson.