TJ-SP julga improcedente ação de presidente da CBF contra o jornalista Juca Kfouri
Ação é decorrente de uma série de textos que Kfouri escreveu em seu blog, hospedado no Uol.
Atualizado em 22/05/2014 às 09:05, por
Redação Portal IMPRENSA.
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) julgou improcedente a ação movida pelo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, contra o jornalista Juca Kfouri.
Crédito:Alf Ribeiro Jornalista acredita que dirigente queria intimidá-lo com o processo
A representação por injúria é decorrente de uma série de textos que Kfouri escreveu em seu blog, hospedado no UOL, que falam do envolvimento de Marin com o “caso Herzog”, com o torturador Sérgio Fleury, com a medalha embolsada na final da Taça São Paulo em 2011, o gato de eletricidade em sua residência e a apropriação de um terreno público.
Um dos textos é referente à da convocatória da Articulação Nacional Pela Verdade e Justiça. Outro, sob o título “A má memória de Marin”, remete à repercussão da concedida pelo dirigente à Folha de S.Paulo .
Na época do assassinato de Herzog, nas dependências da Operação Bandeirantes, em São Paulo (SP), o então deputado Marin, representante da Arena — partido da ditadura, fez um aparte solicitando providências em relação ao jornalista, que dirigia o departamento de jornalismo da TV Cultura. Pouco depois, ele foi preso e morreu em razão das torturas. Em outro pronunciamento, o presidente da CBF homenageia o delegado Sérgio Fleury, símbolo da tortura no regime militar e um dos mais violentos policiais da história do país.
"No caso dos autos, não há qualquer controvérsia sobre o teor das palavras proferidas pelo Querelado. Há, delas, reprodução dos autos. E sobre o teor das palavras, as partes sequer controvertem. E o teor é, em princípio, claramente ofensivo, agudamente crítico, inclusive no que tange à conduta pessoal (e honorabilidade) do Querelante", explicou o juiz José Zoéga Coelho na decisão.
À IMPRENSA, Kfouri diz que a ação era uma clara tentativa de intimidá-lo. "É uma grande alegria [o resultado da justiça]. A fundamentação do juiz é exemplar. O Marin está evidentemente, a exemplo do fazia o Ricardo Teixeira, tentando me intimidar, ver se eu não escrevo mais sobre ele. É muito confortável para ele fazer isso", comentou.
Crédito:Alf Ribeiro Jornalista acredita que dirigente queria intimidá-lo com o processo
A representação por injúria é decorrente de uma série de textos que Kfouri escreveu em seu blog, hospedado no UOL, que falam do envolvimento de Marin com o “caso Herzog”, com o torturador Sérgio Fleury, com a medalha embolsada na final da Taça São Paulo em 2011, o gato de eletricidade em sua residência e a apropriação de um terreno público.
Um dos textos é referente à da convocatória da Articulação Nacional Pela Verdade e Justiça. Outro, sob o título “A má memória de Marin”, remete à repercussão da concedida pelo dirigente à Folha de S.Paulo .
Na época do assassinato de Herzog, nas dependências da Operação Bandeirantes, em São Paulo (SP), o então deputado Marin, representante da Arena — partido da ditadura, fez um aparte solicitando providências em relação ao jornalista, que dirigia o departamento de jornalismo da TV Cultura. Pouco depois, ele foi preso e morreu em razão das torturas. Em outro pronunciamento, o presidente da CBF homenageia o delegado Sérgio Fleury, símbolo da tortura no regime militar e um dos mais violentos policiais da história do país.
"No caso dos autos, não há qualquer controvérsia sobre o teor das palavras proferidas pelo Querelado. Há, delas, reprodução dos autos. E sobre o teor das palavras, as partes sequer controvertem. E o teor é, em princípio, claramente ofensivo, agudamente crítico, inclusive no que tange à conduta pessoal (e honorabilidade) do Querelante", explicou o juiz José Zoéga Coelho na decisão.
À IMPRENSA, Kfouri diz que a ação era uma clara tentativa de intimidá-lo. "É uma grande alegria [o resultado da justiça]. A fundamentação do juiz é exemplar. O Marin está evidentemente, a exemplo do fazia o Ricardo Teixeira, tentando me intimidar, ver se eu não escrevo mais sobre ele. É muito confortável para ele fazer isso", comentou.





