TJ-SP adia julgamento de morte de jornalista no Doi-Codi

TJ-SP adia julgamento de morte de jornalista no Doi-Codi

Atualizado em 12/08/2008 às 15:08, por Redação Portal IMPRENSA.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) adiou nesta terça-feira (12) o julgamento do recurso do coronel reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, contra uma ação movida pela família do jornalista Luiz Eduardo Merlino.

Em 1971, o jornalista foi torturado e assassinado nas dependências do Doi-Codi, em São Paulo, aos 23 anos. Na época, o órgão de repressão era comandado por Ustra. Testemunhas como o ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo de Tarso Vanucchi, que também foi preso e torturado pelos militares, afirmam ter visto Merlino em estado gravíssimo após as sessões de tortura.

Na sessão realizada na 1ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP, o desembargador De Santi Ribeiro votou a favor da continuidade da ação contra Ustra. Entretanto, o desembargador Luiz Antonio de Godoi deu seu voto contra a ação.

Para Godoi, como Ângela Maria de Almeida, ex-companheira de Merlino, não comprovou ter tido uma união estável com o jornalista, ela não teria legitimidade para propor a ação. Já Ribeiro entendeu que a ação deve seguir porque ela foi vítima de tortura.

O julgamento foi adiado porque o desembargador Elliot Akel, que também ia votar, pediu vista do processo. Esse é o segundo processo movido contra Ustra. No ano passado, cinco pessoas de uma mesma família -Maria Amélia de Almeida Teles, César Augusto Teles, Janaína de Almeida Teles, Edson Luiz de Almeida Teles e Criméia Alice Schmidt de Almeida- foram à Justiça acusando o militar de torturar todos os integrantes da família.

As informações são do site Última Instância

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