TJ-MS cassa censura de senador ao jornal "Correio do Estado"
Medida visava proteger o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), pré-candidato a governador, sobre envolvimento nos escândalos da Petrobras.
Atualizado em 22/04/2014 às 11:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul cassou a censura ao jornal Correio do Estado infringida pelo juiz Wagner Mansur Saad, da 12ª Vara Cível, visando proteger o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), pré-candidato a governador, da publicação de seu envolvimento nos escândalos da Petrobras.
Crédito:Agência Senado Senador não quer ser citado em reportagens sobre a Petrobras
De acordo com a Folha de Campo Grande , os documentos divulgados relacionavam Delcídio a irregularidades na administração da Diretoria de Gás e Energia da Petrobras, sugerindo que o senador teria provocado prejuízos milionários à estatal com os contratos suspeitos assinados com a Alston, El Paso e Enron.
Na decisão, o desembargador Júlio Roberto Siqueira Cardoso disse que o Correio do Estado e o jornalista Antonio João Hugo Rodrigues “somente exerceram seu ofício vinculando matérias sobre assunto o qual é conhecimento no âmbito nacional”.
A liminar do juiz Wagner Mansur Saad exigia do jornal a revelação da fonte de todas as informações relacionadas às matérias envolvendo Delcídio com o ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró.
O magistrado, entretanto, não observou que todas as matérias sobre o assunto atribuíram créditos às fontes. Nelas, foram citadas a origem das notícias, inclusive as produzidas no Estado com as lideranças políticas.
Crédito:Agência Senado Senador não quer ser citado em reportagens sobre a Petrobras
De acordo com a Folha de Campo Grande , os documentos divulgados relacionavam Delcídio a irregularidades na administração da Diretoria de Gás e Energia da Petrobras, sugerindo que o senador teria provocado prejuízos milionários à estatal com os contratos suspeitos assinados com a Alston, El Paso e Enron.
Na decisão, o desembargador Júlio Roberto Siqueira Cardoso disse que o Correio do Estado e o jornalista Antonio João Hugo Rodrigues “somente exerceram seu ofício vinculando matérias sobre assunto o qual é conhecimento no âmbito nacional”.
A liminar do juiz Wagner Mansur Saad exigia do jornal a revelação da fonte de todas as informações relacionadas às matérias envolvendo Delcídio com o ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró.
O magistrado, entretanto, não observou que todas as matérias sobre o assunto atribuíram créditos às fontes. Nelas, foram citadas a origem das notícias, inclusive as produzidas no Estado com as lideranças políticas.





