TJ aumenta pena dos responsáveis por sequestro e morte de Ivandel Godinho

TJ aumenta pena dos responsáveis por sequestro e morte de Ivandel Godinho

Atualizado em 14/05/2010 às 14:05, por Redação Portal IMPRENSA.

Divulgação
Ivandel Godinho

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) aplicou pena máxima aos culpados pelo sequestro e morte do jornalista Ivandel Godinho Júnior, assassinado em outubro de 2003. Delito cruel e bárbaro foi o argumento usado para o aumento dos anos de prisão.

O acusado Fabiano Pavan do Prado foi condenado pela 3ª Câmara Criminal a 43 anos de reclusão e o pagamento de 360 dias-multa e Wilson de Moraes da Silva a 36 anos e 360 dias-multa. Cabe recurso.

"A crueldade dos réus foi tão grande que não permite atenuante", afirmou o relator do recurso, desembargador Geraldo Wohlers, segundo o site Consultor Jurídico. "A pena está sendo aplicada nessa intensidade porque esse é o limite da lei", justificou o revisor, Luiz Antônio Cardoso. "Se fosse permitido um castigo maior eu não teria dúvida em aplicar uma pena muito mais severa pela frieza dos réus e pela violência e atrocidade do delito", completou.

Fabiano e Wilson foram responsabilizados pelo assassinato ao lado de mais três réus, Sidney Correia, Miguel José dos Santos Júnior e Wellington Ricardo da Silva. Todos responderam a processo pelos crimes de extorsão mediante seqüestro com evento morte, destruição e ocultação de cadáver, formação de quadrilha e corrupção de menores.

Ivandel Godinho - sócio-proprietário da InPress Porter Novelli - foi sequestrado e morto no cativeiro em outubro de 2003, na zona oeste de São Paulo. Os sequestradores levaram o corpo até um campo de futebol na zonal sul da capital. Em seguida, jogaram gasolina e pneus velhos e atearam fogo. Depois de algum tempo, voltaram ao local, recolheram os ossos e levaram a outro lugar, para que a família não soubesse da morte e os acusados continuassem com as negociações para receber o resgate.

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