Tiroteio na redação da revista "Charlie Hebdo" deixa 12 mortos na França
Atualizada às 13h35 Na manhã desta terça-feira (7/1), a sede da revista satírica Charlie Hebdo, em Paris, na França, foi invadida por três homens mascarados e armados que 12 pessoas.
Segundo O Globo, estão confirmadas por oficiais da polícia francesa as mortes de dez profissionais da revista – entre elas os cartunistas Georgers Wolinski, Cabu (Jean Cabut) e Tignous (Bernard Verlhac), o diretor da publicação, Stephane Charbonnier (Charb) e economista Bernard Maris, cronista da revista e da rádio France Info – e três policiais. No entanto, há quatro feridos muito graves, bem como outros 20 feridos mais leves.
O correspondente do Estadão , Andrei Netto, informou em sua conta no Twitter que "o atentado aconteceu em meio à reunião de pauta de Charlie Hebdo. Ataque calculado para deixar o menor número de vítimas". Em razão do atentado, ele informa que "jornais, rádios e emissoras de TV estão recebendo proteção policial. Redes de transporte, grandes locais turísticos e prédios públicos também".
A revista causou polêmica em 2011 ao publicar charges satirizando o profeta Maomé, despertando assim a ira de alas muçulmanas radicais, e, à época, chegou a sofrer um atentado a bomba.
Benoit Bringer, uma testemunha do tiroteio, disse que "dois homens armados e com roupas pretas entraram no prédio com Kalashnikovs. Minutos depois, ouvimos muitos tiros". De acordo com ele, os criminosos foram vistos fugindo do prédio.
Após o ataque, o governo francês elevou ao máximo seu nível de alerta terrorista. O presidente François Hollande chegou ao local e declarou: "sem dúvida, trata-se de um atentado terrorista. É uma barbárie excepcional". Fontes afirmam que, caso o tiroteio seja confirmado como ataque terrorista, este será o evento do tipo mais mortal na França desde 1945.
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