Tinder reprova ação do Ministério da Saúde com aplicativo e é criticado na web

Campanha de conscientização do uso da camisinha ganhou apoio nas redes sociais, enquanto o aplicativo não gostou de ser associado ao projeto

Atualizado em 13/02/2015 às 15:02, por Redação Portal IMPRENSA.

O Ministério da Saúde lançou na última segunda-feira (9/2), às vésperas do Carnaval, uma campanha de conscientização pelo uso da camisinha. A ação tinha como objetivo alcançar os jovens foliões brasileiros e, para isso, utilizou redes sociais como o Tinder e a Hornet. A primeira, porém, teve uma reação negativa à iniciativa, gerando críticas de internautas.
Crédito:Reprodução Rede social não gostou da iniciativa do Ministério da Saúde
Para a ação, o MS criou cinco perfis falsos nos aplicativos de encontros, sugerindo personagens interessados em sexo sem camisinha. Assim que um usuário abordava o fake, recebia uma mensagem de conscientização do ministério, alertando para os riscos de doenças sexualmente transmissíveis.
Diversos internautas elogiaram a ideia, mas o Tinder reagiu de forma negativa. Segundo o Brasil Post, a vice-presidente de Comunicação e Branding da empresa, Rosette Pambakian, enviou uma mensagem ao MS através do Twitter, criticando a ação por criar perfis falsos na rede sem autorização. "Nós estamos apagando os perfis, uma vez que eles violam nossos termos de serviço. Você não está autorizado a fazer propaganda no Tinder", escreveu.
A resposta da executiva foi apagada logo em seguida, mas diversos usuários do Twitter se manifestaram contra a postura do Tinder. "Pô, o @tinder mandou muito mal reprovando a campanha contra a AIDS"; "Que feio, Tinder!"; "Galera apoiando o Tinder dizendo que o ministério deveria ter pago. Meio que se f... a conscientização, o que importa é a grana", foram alguns dos comentários nas redes sociais.
Assista ao vídeo da campanha: