Timor-Leste não investigará morte de jornalistas em 1975, diz presidente do país
Timor-Leste não investigará morte de jornalistas em 1975, diz presidente do país
O Timor-Leste não tem intenção de investigar os militares que, em seu território, mataram em 1975 seis jornalistas, segundo declarou o presidente José Ramos-Horta, nesta quarta-feira (22), na Austrália. No entendimento do presidente, a investigação das mortes seria de responsabilidade da Indonésia, uma vez que os militares do país, infiltrados no Timor, executaram os jornalistas.
Ramos-Horta, que está em Melbourne para prestigiar a estreia do filme "Balibó" que retrata o acontecido na década de 1970, lembrou que a maioria dos comandantes militares indonésios envolvidos nos assassinatos já morreu. "Deixaria aos indonésios tratar dos que comandaram os soldados. Confio na democracia indonésia", acrescentou o presidente.
O site português Público informa que, em 2007, entidades do estado da Nova Gales do Sul chegaram à conclusão de que jornalistas da Austrália, da Nova Zelândia e do Reino Unido tinham, de fato, sido mortos pelos primeiros militares indonésios infiltrados em solo timorense. No entanto, nem a Indonésia, bem como a Austrália, iniciaram qualquer tipo de investigação sobre o caso.
Um sexto jornalista, Roger East, 51, que iniciou, por conta própria, uma investigação sobre a morte dos cinco primeiros acabou também sendo morto pelos invasores.
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