Thomaz Souto Corrêa analisa o mercado de revistas e os desafios do veículo para o futuro
Thomaz Souto Corrêa, pensador e “fazedor” de re vis tas há mais de 40 anos, analisa o mercado, o jornalismo, e fala dos principais desafios do veículo para o futuro Alguns instantes foram suficientes para cativá-lo.
Atualizado em 09/01/2012 às 12:01, por
Ana Ignacio*.
Souto Corrêa, pensador e “fazedor” de re vis tas há mais de 40 anos , analisa o mercado, o jornalismo, e fala dos principais desafios do veículo para o futuro Alguns instantes foram suficientes para cativá-lo. Quando criança, ao pegar o trem com destino a sua cidade natal, Mirassol, no interior de São Paulo, um jornaleiro entrava no vagão com periódicos à venda. Uma rápida passada, de apenas alguns segundos, já era suficiente para exalar um cheiro característico. “Era cheiro de O Cruzeiro, de revista. De tinta e papel”, lembra Thomaz Souto Corrêa, vice-presidente do conselho editorial da Abril.
Na época, sua mãe sempre comprava um exemplar da publicação e o cheiro do impresso é a primeira lembrança de revista que ele tem. Ainda não imaginava que seria jornalista, tampouco que seria considerado um dos principais revisteiros do país, mas, ali no trem, as primeiras lições já começavam. Talvez uma das principais tenha sido a prova de que a relação com a revista se dá em poucos instantes. E pode durar uma vida inteira. Com ele foi assim.
Como todo “grande amor”, o final feliz não aconteceu imediatamente. Antes de se enveredar pelos caminhos do mercado editorial, Corrêa estudou economia. Largou o curso para trabalhar em O Estado de S. Paulo, onde ficou por nove anos. Depois, já na Editora Abril, foi redator-chefe da revista Claudia, diretor de redação das revistas femininas, além de diretor editorial do grupo. Desde 2003, atua no conselho da empresa.
Crédito:Alf Ribeiro
IMPRENSA – SENDO VICE-PRESIDENTE DO CONSELHO EDITORIAL DA ABRIL, QUAL A PERGUNTA QUE MAIS TE FAZEM?
Thomaz Souto Corrêa - Como é que vai a minha revista? O que você acha da minha revista? Para onde eu vou? Para onde eu não vou? Então, a gente analisa revistas. Revista é uma coisa sempre em movimento. Eu acho que, de maneira geral, em toda a mídia, não só revista mas jornal, televisão, existe a formidável característica de poder mudar enquanto se faz. Sempre tem essa coisa de procurar ver onde é que vai o leitor, o que ele está querendo. Não que a gente tenha que fazer só o que o leitor quer, mas tem que estar muito ligado. Especialmente hoje, como tem muita informação, acho que os leitores andam muito rápido, e a gente tem que andar mais rápido ainda.
O LEITOR SEMPRE TEM RAZÃO?
Não acho que ele sempre tem razão, não. Seria um absurdo dizer que todo leitor é muito inteligente, que, cada vez que acha que a gente faz um erro, ele sempre tem razão. Seria a mesma coisa que dizer que a gente é muito incompetente, e não é verdade. Eu acho que depende muito. Todo mundo tem as suas idiossincrasias, assim como o leitor também tem.
*Com Jéssica Oliveira
Leia a matéria completa na edição 275 de IMPRENSA.
Assinantes da Revista IMPRENSA podem ler a revista na íntegra na web. Clique para acessar

Na época, sua mãe sempre comprava um exemplar da publicação e o cheiro do impresso é a primeira lembrança de revista que ele tem. Ainda não imaginava que seria jornalista, tampouco que seria considerado um dos principais revisteiros do país, mas, ali no trem, as primeiras lições já começavam. Talvez uma das principais tenha sido a prova de que a relação com a revista se dá em poucos instantes. E pode durar uma vida inteira. Com ele foi assim.
Como todo “grande amor”, o final feliz não aconteceu imediatamente. Antes de se enveredar pelos caminhos do mercado editorial, Corrêa estudou economia. Largou o curso para trabalhar em O Estado de S. Paulo, onde ficou por nove anos. Depois, já na Editora Abril, foi redator-chefe da revista Claudia, diretor de redação das revistas femininas, além de diretor editorial do grupo. Desde 2003, atua no conselho da empresa.
Crédito:Alf Ribeiro
IMPRENSA – SENDO VICE-PRESIDENTE DO CONSELHO EDITORIAL DA ABRIL, QUAL A PERGUNTA QUE MAIS TE FAZEM?
Thomaz Souto Corrêa - Como é que vai a minha revista? O que você acha da minha revista? Para onde eu vou? Para onde eu não vou? Então, a gente analisa revistas. Revista é uma coisa sempre em movimento. Eu acho que, de maneira geral, em toda a mídia, não só revista mas jornal, televisão, existe a formidável característica de poder mudar enquanto se faz. Sempre tem essa coisa de procurar ver onde é que vai o leitor, o que ele está querendo. Não que a gente tenha que fazer só o que o leitor quer, mas tem que estar muito ligado. Especialmente hoje, como tem muita informação, acho que os leitores andam muito rápido, e a gente tem que andar mais rápido ainda.
O LEITOR SEMPRE TEM RAZÃO?
Não acho que ele sempre tem razão, não. Seria um absurdo dizer que todo leitor é muito inteligente, que, cada vez que acha que a gente faz um erro, ele sempre tem razão. Seria a mesma coisa que dizer que a gente é muito incompetente, e não é verdade. Eu acho que depende muito. Todo mundo tem as suas idiossincrasias, assim como o leitor também tem.
*Com Jéssica Oliveira
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