"The Observer" questiona futuro de Dilma em perfil da presidente do Brasil

Uma reportagem assinada pelos jornalistas Jonathan Watts e Bruce Douglas, do jornal britânico The Observer, trouxe um perfil 

Atualizado em 24/08/2015 às 15:08, por Redação Portal IMPRENSA.

Uma reportagem assinada pelos jornalistas Jonathan Watts e Bruce Douglas, do jornal britânico The Observer , trouxe um da presidente e colocou em cheque a resistência da petista em relação à crise vivida por seu governo.

Crédito: Roberto Stuckert Filho / PR Jornal questiona futuro de Dilma em meio à crise política no Brasil
Segundo a BBC Brasil, a reportagem, publicada na edição do último domingo (23/8) do jornal, expõe toda a trajetória da presidente, desde os tempos em que foi guerrilheira nos anos 70, até sua chegada ao poder federal.

"Nos anos 70, Rousseff foi detida e torturada durante a ditadura militar sem delatar os nomes de seus camaradas do submundo marxista. Atualmente, no entanto, sua falta de vontade para se engajar em um debate e construir alianças é amplamente visto como um fator chave em uma crise política que a tornou a presidente mais impopular desde a redemocratização", diz trecho da reportagem.

O especial ainda ressalta as principais dificuldades enfrentadas por Dilma, como o "desinteresse pela política externa, a relação ruim com as classes mais pobres e a falta de 'calor pessoal' em comparação ao ex-presidente Lula".

A matéria também comentou sobre o embate entre Dilma e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. "Ele [Cunha] tem se provado o espinho mais afiado do lado da presidente. As tentativas dela de controlar os gastos e aumentar os impostos para reordenar as finanças públicas foram frustradas por um Congresso hostil, orquestrado por Cunha. Além disso, a apresentação dos procedimentos de impeachment é sua prerrogativa individual. Ele já deu indicações de que pretende seguir esse caminho".

O jornal, no entanto, acredita que a possibilidade de renúncia, impeachment ou golpe de estado são opções negativas para o país. "O dilema parece ter sido reconhecido por empresários e pela mídia tradicional, que vem recentemente atenuando as reivindicações pela remoção da presidente pelo temor de que o país perca o grau de investimento".