“The New York Times” esclarece por que publicou texto de Vladimir Putin
O jornal The New York Times explicou na última quinta-feira (13/9) a publicação de uma coluna do presidente russo Vladimir Putin, na qual ele pressiona os Estados Unidos por uma negociação sobre a destruição do arsenal químico sírio.
De acordo com a Folha de S.Paulo , a redação do jornal foi procurada na última quarta (11/9) por uma empresa de relações públicas americana que representa Putin e propôs um texto em inglês assinado pelo presidente russo, conta em seu blog Margaret Sullivan, mediadora do NYT , mencionando um de seus colegas das páginas de opinião do jornal, Andrew Rosenthal. A mesma medida foi realizada pelo porta-voz de Putin no escritório do jornal em Moscou.
Segundo Sullivan, Rosenthal decidiu publicar a coluna na noite de quarta (11/9) porque pensou que estava "bem escrita e bem argumentada", embora ele não estivesse de acordo "com muitos dos argumentos" expostos no texto.
"A Síria é uma história importante na qual Putin é um personagem central", esclareceu Rosenthal, rejeitando as críticas de um leitor horrorizado com o fato de o “ New York Times apoiar um inimigo de longa data dos Estados Unidos".
A coluna do chefe de Estado russo foi publicada nas páginas "editoriais e opiniões" do jornal por ter sido considerada por Rosenthal como "cativante e detalhada", além de possuir um valor "informativo".
No texto, divulgado poucas horas antes do início de negociações entre russos e americanos em Genebra sobre as armas químicas de Damasco, Putin alerta aos Estados Unidos contra o uso da força na Síria. Acusa também os rebeldes sírios e não o regime de Damasco de ter realizado o ataque químico de 21 de agosto para provocar "uma intervenção" americana.
A declaração "fica na categoria das opiniões", explicou Rosenthal. Diante da pergunta de um leitor sobre o pagamento que Putin receberia por sua coluna, Sullivan declarou: "Resposta sem surpresas; o senhor Putin não será remunerado".
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