"The Economist" reúne jornalistas estrangeiros para discutir a imagem do Brasil no exterior
Na última quinta-feira (4/10), a revista britânica The Economist reuniu em São Paulo jornalistas de quatro nacionalidades, entre eles um brasileiro, para falar sobre a imagem do Brasil na mídia estrangeira.
Atualizado em 05/10/2012 às 09:10, por
Luiz Gustavo Pacete.
revista britânica The Economist reuniu em São Paulo jornalistas de quatro nacionalidades, entre eles um brasileiro, para falar sobre a imagem do Brasil na mídia estrangeira.
Rossana Fuentes Rossana Fuentes Berán, vice-presidente do Grupo Expansión, um dos mais importantes da imprensa econômica mexicana, explicou que em seu país o Brasil não aparece com frequência na mídia. “Os únicos temas relacionados ao Brasil no México são futebol, futebol e Lula”.
A jornalista conta que o presidente Lula é considerado uma estrela no México. “O Lula representa o retrato do Brasil em vários sentidos, ele é visto como um importante RP do Brasil”. Rossana explica que a proximidade com os Estados Unidos e a distância do Brasil fazem com que o país não seja prioridade nas notícias. Recentemente, o presidente eleito do México, Enrique Peña Nieto esteve no Brasil e destacou Petrobrás e BNDES como modelos.
Outro jornalista latino, Alvaro Sierra, editor-executivo da revista colombiana Semana , apontou que o Brasil quase não é pauta em seu país, ainda que tenha muitos temas em comum com o vizinho do norte. “Poucas pessoas sabem que as drogas são um grande problema também para o Brasil. Mas o país continua sendo tão grande como desconhecido para nós”.
Sierra reforçou que neste momento em que a Colômbia encabeça um importante processo de paz com as Farc, o Brasil não tem desempenhado papel de relevância. O jornalista faz votos que o vizinho do sul possa desenvolver um papel de maior relevância nos assuntos latino-americanos.
Olhar interno
Lins da Silva e Michael Reid Representando o Brasil, Carlos Eduardo Lins da Silva, do Projor, explicou que os brasileiros em geral não se preocupam em relação à maneira que eles são percebidos no exterior. “Neste aspecto, somos muito parecidos com os Estados Unidos, mas depois do Mercosul isso mudou um pouco”. Lins da Silva lembra que, a partir do governo FHC, em 2000, o Brasil passou a assumir um papel de maior relevância no cenário internacional.
O jornalista justifica que, de fato, o Brasil é muito mais voltado para o Mercosul do que para outras áreas da América Latina. “O Brasil sempre é muito cauteloso para não se mostrar entusiasta ou um poder no resto da América Latina”.
Michael Reid, editor para as Américas da The Economist , ao ser questionado sobre a capa publicada em 2009, em que falava que o Brasil estava decolando, aponta que por mais que o país já não esteja tão bem economicamente, a capa não foi um equivoco. “Não acredito que tenhamos errado. Naquela época estávamos em uma cobertura muito mais avançada, enquanto outras pessoas estavam falando sobre crianças pobres em favelas, nós destacávamos um aspecto mais original do Brasil”.
Rossana Fuentes Rossana Fuentes Berán, vice-presidente do Grupo Expansión, um dos mais importantes da imprensa econômica mexicana, explicou que em seu país o Brasil não aparece com frequência na mídia. “Os únicos temas relacionados ao Brasil no México são futebol, futebol e Lula”.
A jornalista conta que o presidente Lula é considerado uma estrela no México. “O Lula representa o retrato do Brasil em vários sentidos, ele é visto como um importante RP do Brasil”. Rossana explica que a proximidade com os Estados Unidos e a distância do Brasil fazem com que o país não seja prioridade nas notícias. Recentemente, o presidente eleito do México, Enrique Peña Nieto esteve no Brasil e destacou Petrobrás e BNDES como modelos.
Outro jornalista latino, Alvaro Sierra, editor-executivo da revista colombiana Semana , apontou que o Brasil quase não é pauta em seu país, ainda que tenha muitos temas em comum com o vizinho do norte. “Poucas pessoas sabem que as drogas são um grande problema também para o Brasil. Mas o país continua sendo tão grande como desconhecido para nós”.
Sierra reforçou que neste momento em que a Colômbia encabeça um importante processo de paz com as Farc, o Brasil não tem desempenhado papel de relevância. O jornalista faz votos que o vizinho do sul possa desenvolver um papel de maior relevância nos assuntos latino-americanos.
Olhar interno
Lins da Silva e Michael Reid Representando o Brasil, Carlos Eduardo Lins da Silva, do Projor, explicou que os brasileiros em geral não se preocupam em relação à maneira que eles são percebidos no exterior. “Neste aspecto, somos muito parecidos com os Estados Unidos, mas depois do Mercosul isso mudou um pouco”. Lins da Silva lembra que, a partir do governo FHC, em 2000, o Brasil passou a assumir um papel de maior relevância no cenário internacional.
O jornalista justifica que, de fato, o Brasil é muito mais voltado para o Mercosul do que para outras áreas da América Latina. “O Brasil sempre é muito cauteloso para não se mostrar entusiasta ou um poder no resto da América Latina”.
Michael Reid, editor para as Américas da The Economist , ao ser questionado sobre a capa publicada em 2009, em que falava que o Brasil estava decolando, aponta que por mais que o país já não esteja tão bem economicamente, a capa não foi um equivoco. “Não acredito que tenhamos errado. Naquela época estávamos em uma cobertura muito mais avançada, enquanto outras pessoas estavam falando sobre crianças pobres em favelas, nós destacávamos um aspecto mais original do Brasil”.






