Tereza Cruvinel se manifesta em carta aberta após exoneração do presidente da EBC
A jornalista Tereza Cruvinel publicou, nesta terça-feira (17/5), uma carta aberta ao presidente em exercício Michel Temer na qual demonstra preocupação com o futuro da independência da comunicação pública.
Atualizado em 17/05/2016 às 16:05, por
Redação Portal IMPRENSA.
nesta terça-feira (17/5) uma carta aberta ao presidente em exercício Michel Temer na qual demonstra preocupação com o futuro da independência da comunicação pública. O texto foi escrito após o político exonerar o diretor-presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), .
Crédito:Reprodução Jornalista critica Temer por exonerar Ricardo Melo da EBC
Tereza afirma que a substituição do executivo, que assumiu o cargo no início de maio por indicação de Dilma Rousseff, é um artifício para utilizar canais públicos em favor do governo interino.
“Cumpri o meu mandato entre 2007 e 2011 sem nunca ter sofrido pressões do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nem do governo da presidente Dilma Rousseff para direcionar os conteúdos de tais canais. Valer-se deles para favorecer, perseguir ou manipular seria trair os fundamentos da comunicação pública”.
Para ela, o que está em jogo e a preservação do direito a uma comunicação pública complementar e independente. A jornalista lembra ainda que a lei que tem como função preservar a independência de canais públicos em relação às mudanças do poder executivo foi aprovada com ajuda de Temer quando ele era deputado em 2008.
“A Lei 11.652 diz que é de três anos o prazo de gestão da Diretoria Executiva, exceto o Diretor-Presidente, que terá mandato de quatro anos, permitida a recondução“.
Crédito:Reprodução Jornalista critica Temer por exonerar Ricardo Melo da EBC
Tereza afirma que a substituição do executivo, que assumiu o cargo no início de maio por indicação de Dilma Rousseff, é um artifício para utilizar canais públicos em favor do governo interino.
“Cumpri o meu mandato entre 2007 e 2011 sem nunca ter sofrido pressões do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nem do governo da presidente Dilma Rousseff para direcionar os conteúdos de tais canais. Valer-se deles para favorecer, perseguir ou manipular seria trair os fundamentos da comunicação pública”.
Para ela, o que está em jogo e a preservação do direito a uma comunicação pública complementar e independente. A jornalista lembra ainda que a lei que tem como função preservar a independência de canais públicos em relação às mudanças do poder executivo foi aprovada com ajuda de Temer quando ele era deputado em 2008.
“A Lei 11.652 diz que é de três anos o prazo de gestão da Diretoria Executiva, exceto o Diretor-Presidente, que terá mandato de quatro anos, permitida a recondução“.
Para Tereza, esta flagrante violação legal não atenta contra a figura do diretor, mas contra a independência que a norma buscou garantir ao sistema brasileiro de comunicação pública, protegendo seu principal gestor de pressões políticas que desvirtuariam sua finalidade.





