Tereza Cruvinel diz que Dilma ofereceu cargo, mas Conselho da EBC forçou sua saída

A jornalista Tereza Cruvinel afirmou, na última segunda-feira, que sua saída da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) ocorreu devido à pressãodo Conselho Curador, que a ameaçou de impeachment caso permanecesse no cargo, noticia O Estado de S.

Atualizado em 01/11/2011 às 11:11, por Redação Portal IMPRENSA.

na última segunda-feira (31), que sua saída da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) ocorreu devido à pressão do Conselho Curador, que a ameaçou de impeachment caso permanecesse no cargo, noticia O Estado de S. Paulo .
De acordo com Tereza, a presidente Dilma Rousseff havia oferecido-lhe um segundo mandato e que ambas conversavam a respeito. "Não sou insana. Achei melhor sair, porque não quero ser desqualificada". Para ela, houve uma disputa de poder dentro da empresa, pois o conselho não tem função de gestão, mas "agia como tal". "O presidente e os diretores não podem ser subalternos ao conselho. Se forem, não haverá independência", disse.
Antes de sair, a ex-presidente sugeriu seis mudanças na lei que criou a empresa, dentre elas a redefinição do papel do Conselho Curador. Segundo o Estadão , a gestão de Tereza foi marcada por divergências com diretores, que acusavam-na de autoritarismo e ineficiência.
O Conselho Curador é composto por 22 membros, dentre eles 15 civis, e tem a função de controlar a qualidade da linha editorial de todos os veículos de comunicação da EBC. Dentre suas responsabilidades estão eleger o presidente, aprovar regimento e acompanhar o processo de consulta pública para renovação de quadro interno.
Nelson Breve, ex-secretário de imprensa da Presidência durante a gestão de Lula, foi indicado por Dilma para assumir o comando. Antes, era superintendente de comunicação multimídia da empresa.
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