“Tenho compromisso com a verdade”, diz Marin ao negar envolvimento no caso Herzog
Na entrevista de encerramento da Copa das Confederações, nesta segunda-feira (1/7), no Rio de Janeiro, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, negou que tenha feito um discurso incentivando ações mais duras contra o jornalista Vladimir Herzog, na época diretor da TV Cultura, que foi torturado e morto na Ditadura Militar.
Atualizado em 01/07/2013 às 18:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Ricardo Stuckert / CBF Presidente da CBF voltou a negar ligação com caso Herzog
"Talvez você ainda acredite que uma mentira dita mil vezes se torne verdade. Um fato que não tem nada que ver, em 1975. Depois fui vice-governador, tive outras posições, e este fato nunca foi mencionado. Para ver como o futebol tem importância. Não me arrependo de nenhum ato da minha vida. Sou um verdadeiro democrata", disse o presidente da entidade.
Marin acrescentou que, durante o discurso de 1975, recebeu a reclamação de que a TV Cultura não estava divulgando as obras públicas realizadas pelo então governador Paulo Egydio Martins.
"Ou o governador não tinha o que reclamar ou o jornalista estava errado. Disse que se apurasse. Obviamente estas cobranças têm a ver com as próximas eleições da CBF, em que não serei candidato. Meu único trabalho é dar alegrias à torcida brasileira. Fora isso, não tenho ambição política. Tenho compromisso com a verdade", disse Marin.





