'Tempestade Perfeita': Livro analisa crises do jornalismo pela ótica de grandes nomes da profissão
Coletânea de ensaios já está à venda pela internet
Atualizado em 02/07/2021 às 11:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
Feito por jornalistas para todos os públicos. Assim é "Tempestade Perfeita", livro que reúne ensaios sobre as muitas vertentes do jornalismo a partir da visão de sete nomes de peso da profissão: Caio Túlio Costa, Cristina Tardáguila, Helena Celestino, Luciana Barreto, Marina Amaral, Merval Pereira e Pedro Bial.
Flutuando por temas presentes no dia a dia de todas as profissões, como a representatividade e a adaptação ao mundo digital, o livro trabalha também questões éticas do jornalismo, como a liberdade de expressão. Crédito:Reprodução
'Tempestade Perfeita' já está à venda nas principais livrarias pela internet "A rigor, o objetivo é alcançar o público em geral e não o jornalista em particular. O nosso editor, o Roberto Feith, me pediu explicitamente que escrevesse de forma não cifrada, sem jargões, da maneira mais clara possível exatamente para explicar ao público leigo o que está acontecendo no universo do jornalismo profissional", conta Caio Túlio Costa, um dos autores.
"Agora, sem dúvida, falando dos outros artigos, e não do meu para não ficar cabotino, o livro ficou tão bom, tão informativo, tão analítico do momento, que todo jornalista deve lê-lo. Leitura obrigatória para nós da imprensa", segue.
A crise financeira pela qual grande parte dos veículos passa atualmente também foi abordada no livro. Para Costa, a solução passa pelo investimento em tecnologia.
"O maior problema é que as empresas jornalísticas estão correndo para garantir o equilíbrio da operação por conta da queda de faturamento (principalmente de publicidade), e, não sei por que, dando mais atenção às questões editoriais (o que é bom) e menos ao modelo de negócio, que deve se totalmente repensado, revirado de ponta-cabeça, bouleversado (parodiando os franceses). Há que se investir em tecnologia e criar fontes de receita para manter redações completas e com remuneração digna, para perpetuar o negócio", avalia.
A imparcialidade - um dos questionamentos mais folclóricos da profissão, também não poderia ficar fora da discussão. "Não existe imparcialidade na comunicação – existe independência, acuidade, caça à objetividade – mas um jornalista “imparcial”, mesmo, é algo que eu diria impossível de achar. Por isso existem as barreiras colocadas à frente do jornalista na composição do seu material: ele tem que ouvir os vários lados de um fato e procurar descrever o que aconteceu da forma mais objetiva possível", comenta Costa.
"No entanto, o jornalista nunca vai conseguir deixar de lado a sua formação, a sua compreensão da realidade. Na minha tese de doutorado, que virou o livro 'Ética, jornalismo e nova mídia' (Zahar) eu tento explicar isso de forma bem aprofundada. Não sei se consegui".
E se o jornalismo precisar ter um lado? O autor é direto na resposta. "O lado da verdade factual. Se conseguir isto já é o bastante."
O livro "Tempestade Perfeita: Sete Visões da Crise do Jornalismo Profissional" já está à venda nas livrarias online. Para mais informações, acesse
Flutuando por temas presentes no dia a dia de todas as profissões, como a representatividade e a adaptação ao mundo digital, o livro trabalha também questões éticas do jornalismo, como a liberdade de expressão. Crédito:Reprodução
'Tempestade Perfeita' já está à venda nas principais livrarias pela internet "A rigor, o objetivo é alcançar o público em geral e não o jornalista em particular. O nosso editor, o Roberto Feith, me pediu explicitamente que escrevesse de forma não cifrada, sem jargões, da maneira mais clara possível exatamente para explicar ao público leigo o que está acontecendo no universo do jornalismo profissional", conta Caio Túlio Costa, um dos autores. "Agora, sem dúvida, falando dos outros artigos, e não do meu para não ficar cabotino, o livro ficou tão bom, tão informativo, tão analítico do momento, que todo jornalista deve lê-lo. Leitura obrigatória para nós da imprensa", segue.
A crise financeira pela qual grande parte dos veículos passa atualmente também foi abordada no livro. Para Costa, a solução passa pelo investimento em tecnologia.
"O maior problema é que as empresas jornalísticas estão correndo para garantir o equilíbrio da operação por conta da queda de faturamento (principalmente de publicidade), e, não sei por que, dando mais atenção às questões editoriais (o que é bom) e menos ao modelo de negócio, que deve se totalmente repensado, revirado de ponta-cabeça, bouleversado (parodiando os franceses). Há que se investir em tecnologia e criar fontes de receita para manter redações completas e com remuneração digna, para perpetuar o negócio", avalia.
A imparcialidade - um dos questionamentos mais folclóricos da profissão, também não poderia ficar fora da discussão. "Não existe imparcialidade na comunicação – existe independência, acuidade, caça à objetividade – mas um jornalista “imparcial”, mesmo, é algo que eu diria impossível de achar. Por isso existem as barreiras colocadas à frente do jornalista na composição do seu material: ele tem que ouvir os vários lados de um fato e procurar descrever o que aconteceu da forma mais objetiva possível", comenta Costa.
"No entanto, o jornalista nunca vai conseguir deixar de lado a sua formação, a sua compreensão da realidade. Na minha tese de doutorado, que virou o livro 'Ética, jornalismo e nova mídia' (Zahar) eu tento explicar isso de forma bem aprofundada. Não sei se consegui".
E se o jornalismo precisar ter um lado? O autor é direto na resposta. "O lado da verdade factual. Se conseguir isto já é o bastante."
O livro "Tempestade Perfeita: Sete Visões da Crise do Jornalismo Profissional" já está à venda nas livrarias online. Para mais informações, acesse





