TCC sobre assexualidade rende aprendizados a jornalista
Tabu no Brasil,a questão de gênero ainda é tratada com dúvida e preconceito, por isso trabalhos de pesquisa nesse campo são importantes. Graduanda da ESPM em 2016, Cláudia Costa optou por falar de assexualidade, um tema que lhe impôs obstáculos para conseguir fontes dispostas a dar depoimentos.
“Uma das maiores dificuldades que encontrei foi achar pessoas dispostas a conversar comigo e se identificarem. Por isso além de ter feito o uso de nomes fictícios, acabei entrevistando pessoas que outros países além do Brasil via Skype. Outro grande 'problema' foi a falta de conteúdo sobre assexualidade em português”, afirmou.
Peculiar para a jornalista foi notar que há, em algum grau, um padrão de comportamento entre os assexuados pelo mundo. “Apesar das diferenças culturais, muitas das experiências eram as mesmas (a repressão da orientação, o achar que tinham algum problema físico ou psicológico, as reações ao falarem sobre sua orientação, etc). Acho que perceber isso me fez perceber, também, o quanto somos parecidos enquanto humanos, apesar de todas as nossas diferenças individuais”, relata.
Cláudia garante que as dificuldades foram essenciais para seu crescimento profissional. “Enquanto estudante de jornalismo, a produção foi de extrema importância para aprender melhor a filtrar o que é informação relevante e o que é só "encheção de linguiça". As orientações com o professor Jorge Tarquini foram também de extrema importância durante todo o processo”, disse.
Crédito:Acervo Pessoal A recém-formada receita paciência e dedicação a quem está fazendo TCC. “É difícil sim, tem momentos em que a gente quer chorar e a ansiedade simplesmente toma conta. Mas respirar fundo e ter paciência foram as coisas que mais me ajudaram nos momentos de desespero, como, por exemplo, quando furtaram meu celular e eu perdi quase 3 horas de entrevistas gravadas”, afirmou.
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