TCC aborda questão do abandono paterno em livro de perfis
Um grupo de cinco jornalistas concluiu o curso de Comunicação Social da Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação (FAPCOM) após entregar um TCC sobre abandono paterno.
Tainá conta que experiências pessoais do grupo motivaram a escolha do tema. “Quatro de nós sofreram algum tipo de abandono paterno”, disse a jornalista recém-formada. A questão a seguir foi definir o formato do trabalho. “A primeira ideia envolvia um texto de jornalismo literário, mas menos focado no personagem e mais no panorama do abandono. Mas nossa afinidade com o tema e, em um teste, todos os cinco puxavam a escrita muito mais para o personagem. E, considerando os números, a incidência com que o abandono paterno ocorre, nos pareceu inevitável escolher e contar a história de indivíduos diferentes”, explicou.
Uma iniciativa no Facebook contribuiu para o sucesso do projeto – o grupo criou uma que já conta com 13 mil curtidas e por meio dela recebeu uma série de depoimentos. “Foi dai que saiu uma das fontes do livro, que não é filha abandonada, mas trás um viés de mãe, já que é tia de uma criança sem pai e exerce variadas funções na vida da sobrinha”, conta Tainá.
Mas quais foram os principais desafios para a execução do TCC? “O trabalho foi um híbrido que perpassou o texto, a imagem e o digital. Foi complexo equilibrar os três sem que um interferisse no outro e sem que isso ocasionasse atritos dentro do grupo. Eram cinco pessoas, e apesar das semelhanças, cada um tinha um texto e todos queriam participar. A maior dificuldade foi gerenciar as funções, e principalmente, criar uma única voz partindo do trabalho dos cinco”, explicou a jornalista.
Crédito:MIguel DaekA receita dela pra quem está graduando é calma e foco na hora de fazer o trabalho. “Ter paciência com cada etapa é imprescindível, tanto em um trabalho em grupo, quanto individual. O TCC deixa todo mundo nervoso, professores até recomendam não fazer grupo com melhores amigos, porque a amizade pode acabar. Mas nós fizemos a escolha inversa, e montamos um grupo com pessoas muito chegadas.”, disse Tainá, que pretende publicar o livro ainda em 2017: “Ainda estamos em fase de ajustes, mas vai sair. Esperamos que em agosto”.
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