Tarso Genro classifica como "discriminatória" censura contra Estadão
Tarso Genro classifica como "discriminatória" censura contra Estadão
Tarso Genro classifica como "discriminatória" censura contra Estadão
Em artigo publicado no Estadão.com, nesta sexta-feira (16), Tarso Genro, ministro da Justiça, declarou estar convencido que trata-se de censura a liminar que proíbe os veículos do Grupo Estado de publicar notícias a respeito da "Operação Boi Barrica", da Polícia Federal, que investiga o empresário Fernando Sarney, filho do senador José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado.
Inicialmente, o ministro classificara a medida cautelar do desembargador Dácio Vieira - afastado do caso por manter relações de proximidade com José Sarney - como exercício "regular de jurisdição, que formalmente visava a proteger o patrimônio subjetivo", algo que, em sua concepção, era um direito de toda pessoa.
À época da censura prévia ao Estado, Genro assumiu posicionamento favorável à decisão, segundo ele, pelas "circunstâncias de fato e de direito ali emergentes" e pelo fato não ser, até então, de conhecimento público, o que poderia, em tese, comprometer as investigações da PF.
Após 77 dias da decisão, o ministro refugou em sua avaliação sobre a liminar e diz estar convencido que o incidente se configura como um ato de censura prévia. Agora, ele julga que o "despacho que pretendeu proteger direito individual se mostrou inconsequente" e se transformou em censura.
Como outros meios de comunicação veicularam informações sobre a "Boi Barrica", "sem que houvesse qualquer obstrução por parte do Poder Judiciário", Genro diz que o Estadão é alvo de discriminação. "Coloca, agora, um órgão de imprensa em situação discriminatória em relação aos demais", avalia.
Por fim, o ministro classifica a decisão do TJ-DF como inconstitucional e declara apoio ao posicionamento do Grupo Estado. "Considero legítima a posição do jornal O Estado de S. Paulo , que visa tão somente a restabelecer, neste caso, o fundamento constitucional da igualdade perante a lei. Trata-se, sem sombra de dúvida, de uma questão do interesse de toda a sociedade brasileira".
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