Tailândia proíbe circulação de livro de jornalista britânico por “difamar” a monarquia
Governo entende que a publicação coloca em perigo a segurança nacional, a paz e a ordem pública. Jornalista reage à decisão com ironia.
Atualizado em 13/11/2014 às 15:11, por
Redação Portal IMPRENSA.
Um livro do jornalista britânico Andrew MacGregor Marshall sobre o sistema político tailandês foi proibido de circular na região. Ao dissertar sobre a decisão, Somyot Poompanmung, chefe da polícia do governo da Tailândia, afirma que a publicação possui um conteúdo “difamatório” para a monarquia que vigora no país. O autor da obra, por outro lado, reagiu com ironia.
Crédito:Reprodução/Facebook Jornalista ironizou censura e disse que isso vale como "publicidade" ao livro
Segundo a AFP, as autoridades locais impediram a venda e distribuição da publicação. Em nota, Poompanmung explica os motivos que levaram à decisão de restringir a disseminação do material: "O livro coloca em perigo a segurança nacional, a paz e a ordem pública", afirma o mandatário, por meio de um comunicado à imprensa.
"De acordo com a lei de 2007 sobre as publicações, fica proibido importar o livro para distribuição no país", acrescenta. Caso a proibição seja violada, há uma pena prevista de três anos de prisão e multa estipulada em 60.000 bahts, cerca de 1.500 euros. No livro “Um Reino Em Crise” (na tradução livre), Marshall comenta os conflitos na sucessão real, além de citar a luta pela democracia no país.
Após anos sendo correspondente internacional na Tailândia, o repórter decidiu escrever sobre o que está se passando na região, e não recebeu um feedback positivo das autoridades sobre o seu relato. Ao saber da decisão, o jornalista ironizou a sentença. "Muito obrigado à polícia tailandesa por proibir meu livro", escreveu, antes de ressaltar que esta é uma "excelente publicidade".
A medida, porém, não abre um precedente. Em geral, livros que falam sobre a família real são proibidos. Uma biografia do rei com o título “O Rei Nunca Sorri”, de Paul Handley, é um exemplo.
Crédito:Reprodução/Facebook Jornalista ironizou censura e disse que isso vale como "publicidade" ao livro
Segundo a AFP, as autoridades locais impediram a venda e distribuição da publicação. Em nota, Poompanmung explica os motivos que levaram à decisão de restringir a disseminação do material: "O livro coloca em perigo a segurança nacional, a paz e a ordem pública", afirma o mandatário, por meio de um comunicado à imprensa.
"De acordo com a lei de 2007 sobre as publicações, fica proibido importar o livro para distribuição no país", acrescenta. Caso a proibição seja violada, há uma pena prevista de três anos de prisão e multa estipulada em 60.000 bahts, cerca de 1.500 euros. No livro “Um Reino Em Crise” (na tradução livre), Marshall comenta os conflitos na sucessão real, além de citar a luta pela democracia no país.
Após anos sendo correspondente internacional na Tailândia, o repórter decidiu escrever sobre o que está se passando na região, e não recebeu um feedback positivo das autoridades sobre o seu relato. Ao saber da decisão, o jornalista ironizou a sentença. "Muito obrigado à polícia tailandesa por proibir meu livro", escreveu, antes de ressaltar que esta é uma "excelente publicidade".
A medida, porém, não abre um precedente. Em geral, livros que falam sobre a família real são proibidos. Uma biografia do rei com o título “O Rei Nunca Sorri”, de Paul Handley, é um exemplo.





