Suzane Richthofen pede R$ 760 mil de indenização por entrevista
Suzane Richthofen pede R$ 760 mil de indenização por entrevista
A ex-estudante de Direito Suzane Von Richthofen, condenada a 39 anos e 6 meses pelo assassinato dos pais, está processando o Estado por danos morais e materiais. Em duas ações judiciais, ela pede indenização de R$ 950 mil. Em uma das ações, a garota argumenta ter sido obrigada pela diretora-geral de um presídio no interior a dar entrevista coletiva. Na outra ação, a ex-estudante alega ter sofrido ameaça de morte e passado fome durante uma rebelião em agosto de 2004, no Carandiru.
Na ação que diz respeito à entrevista coletiva, Suzane reivindica 2 mil salários mínimos de indenização, o equivalente a R$ 760 mil. Seu advogado alega que a garota foi exposta à mídia, contra a vontade, ao obter habeas-corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na noite de 28 de junho de 2005.
Suzane estava presa no Centro de Ressocialização (CR) de Rio Claro e ganhou do STF o direito de aguardar ao julgamento em liberdade. No mesmo dia, dezenas de jornalistas se posicionaram em frente ao presídio. De acordo com seu advogado, Suzane foi obrigada, sob ameaça da então diretora-geral do Centro, Irani Aparecida Torres, a se exibir à imprensa, totalmente contra sua vontade.
Na segunda ação, Suzane sustenta em sua defesa que a rebelião iniciada no Carandiru fugiu ao controle dos funcionários e que ela tornou-se alvo das lideres do motim, que a ameaçaram de morte.
"[Suzane] Ficou 22 horas sob intensa violência, pressão psicológica, sofrimento, angústia e terror em plena escuridão, agachada, de cócoras, até o término da rebelião, às 10h30 do dia seguinte", diz o texto da ação. O advogado da ex-estudante alega ainda que Suzane ficou 22 horas sem comer. Nessa ação, a indenização pedida é de 500 salários mínimos, o equivalente a R$ 190 mil. Com informações do jornal O Estado de S.Paulo .






