Suspeitos de lançar rojão que matou cinegrafista foram aliciados, diz advogado
Jonas Tadeu, advogado que defende o auxiliar de serviços Caio Silva de Souza, de 23 anos, acusado de acender e soltar o rojão que matou o cinegrafista da Band, Santiago Andrade, em um protesto no Rio de Janeiro (RJ), alegou que seu cliente foi aliciado e municiado por outras pessoas.
Atualizado em 13/02/2014 às 09:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Agência Brasil Para advogado, Caio de Souza foi aliciado para participar de manifestação
Segundo o G1, Tadeu, que também representa Fábio Raposo, preso no Rio de Janeiro (RJ) desde o último domingo (9/2), negou que seus clientes integram o grupo black block. Ambos foram indiciados por homicídio doloso qualificado por uso de artefato explosivo e crime de explosão. Se condenados, podem pegar até 35 anos de prisão.
O advogado preferiu não informar quem são os responsáveis de fornecer o rojão a Caio para manter o sigilo entre ele e seu cliente. “Eu acho que estão municiando esses jovens de maneira leviana e estão desgraçando vidas, como desgraçaram a vida do cinegrafista e desgraçaram a vida desses jovens”, acrescentou.
Jonas Tadeu pontuou ainda que Caio não sabia que o objeto se tratava de um rojão. “Ele nem sabia que aquilo era um rojão, ele encarava aquilo como alguma coisa que fosse fazer barulho, fosse soltar fumaça. Ele não fez aquilo intencional, ‘vou jogar no chão para atingir alguém’, ele queria fazer barulho, fazer bagunça. E infelizmente ocorreu isso”, afirmou. “Foi uma irresponsabilidade, uma imprudência, que veio a causar uma lesão corporal e agora uma lesão corporal seguida de morte.”





