Sushi à brasileira

Sushi à brasileira

Atualizado em 10/06/2008 às 19:06, por Fabrício Teixeira.

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Aos 100 anos da chegada dosprimeiros imigrantes japoneses no Brasil, a mídia étnica voltada para os descendentes muda para acompanhar o perfil das novas gerações e atender aos interesses de não-descendentes pela cultura nipônica

Quando o príncipe regente do Japão, Naruhito, desembarcar no Brasil neste mês, verá um cenário muito diferente daquele que encontrou aqui em 1982, em sua primeira visita ao Brasil. E muito mais diferente ainda das paisagens brasileiras de 1997 e 1967, quando, primeiro como príncipe regente e mais tarde como imperador, seu pai, Akihito visitou o país. Não apenas o Brasil mudou. A transformação mais significativa que o príncipe regente encontrará é o perfil dos descendentes de japoneses que vivem no país. Morreram os pioneiros. Seus filhos, netos e bisnetos, à medida que passavam os anos, desligavam-se da ancestral cultura nipônica. E, no rastro dessas mudanças, a imprensa voltada para os japoneses e seus descendentes no Brasil precisou se reinventar.

As publicações em japonês voltadas para os imigrantes que aqui chegaram a partir de 1908 surgiram assim que grandes contingentes começaram a se formar no Brasil, principalmente nos estados de São Paulo e Paraná. O objetivo era manter viva as tradições do povo, então distante de casa. Muito dessa produção se referia às atividades desempenhadas pelos japoneses aqui, desde técnicas de cultivo agrícola a negociações nos pequenos comércios que muitos criaram. Com o passar do tempo personagens como Sack Miura e Rokuro Koyama, os pioneiros da imprensa étnica, foram naturalmente morrendo e algumas mudanças no perfil das publicações foram sendo observadas.

Leia a matéria completa na edição 235 de IMPRENSA