Suposto atirador de Paris acusa jornalistas de complô para estabelecer o fascismo no país
Nesta quinta-feira (21/11), o procurador-geral, François Molins, informou que o suspeito dos recentes ataques armados em Paris, detido na última quarta-feira (20/11), acusou em uma carta jornalistas e banqueiros de serem cúmplices de um complô para estabelecer o fascismo.
Atualizado em 21/11/2013 às 14:11, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Reprodução Atirador acusa a imprensa de complô contra os cidadãos
Segundo a agência EFE, Abdelhakim Dekhar, suspeito de ser o responsável pelos tiroteios contra a imprensa e o banco Société Générale, é investigado por "tentativas de assassinato" e de "sequestro".
Na carta, de acordo com o procurador, Dekhar fala "de forma confusa sobre um complô fascista" e acusa os veículos de comunicação de "participar da manipulação de massas" e os jornalistas de "serem pagos para fazerem os cidadãos engolirem mentiras".
Dekhar ainda critica o capitalismo e a gestão dos bairros periféricos das grandes cidades. O procurador explicou que a detenção foi possível pelo depoimento de um amigo que hospedou o criminoso quando ia par Paris e que o reconheceu nas imagens divulgadas pela polícia.
O ataque à sede do jornal Libération ocorreu na última segunda (18/11), quando Dekhar teria disparado com um fuzil, deixando um fotógrafo ferido. O ministro Manuel Valls classificou a agressão como “um ataque aos pilares da democracia, a liberdade de imprensa”.





