Sunayra da Silva Cabral, estudante do ensino superior em Roraima e Tatiana Elizabeth, professora da rede estadual em São Gonçalo, Rio de Janeiro
Sunayra da Silva Cabral, estudante do ensino superior em Roraima e Tatiana Elizabeth, professora da rede estadual em São Gonçalo, Rio de Janeiro
Sunayra da Silva Cabral, estudante do ensino superior de Roraima
Estou acostumada a ler sobre educação nos veículos impressos e também vejo algo pela televisão. A educação local tem suas informações passadas por ângulos diferentes. Temos apenas dois jornais impressos, um visivelmente apoiado pela prefeitura e outro pelo governo. Por exemplo, quando os professores estaduais fazem greve, o jornal apoiado pela prefeitura cai em cima. Portanto é difícil falar se eles fazem uma boa cobertura, mas sempre considero uma parcialidade excessiva. Falta compromisso com a comunidade. Poderiam deixar de informar só o que lhes convém e informar de verdade.
Tatiana Elizabeth, professora da rede estadual de São Gonçalo, Rio de Janeiro
Para mim os jornalistas não cobrem nada de educação. Eles não querem saber realmente o que se passa com o educador. Professor, hoje, significa problema. A imprensa não foca o que o profissional acha ou deixa de achar, hoje em o professor não é ouvido pela mídia. Os políticos prometem e não fazem nada. Agora mesmo vão dar aumento para professores de um a quatro (salários mínimos) que não tem faculdade e para os outros não vão dar. O benefício que nós tínhamos direito não vão pagar. O prazo é até 2015, mas isso não sai nos jornais, no máximo é publicado que houve o aumento para "os professores".
A gente vai tentar fazer cursos [de capacitação], mas não somos liberados. Levamos faltas [nas escolas onde dão aula]. As pessoas que não sabem acham que todos os professores vão levar aumento e a mídia local não fez o favor de esclarecer isso. Cobriram de forma que todos pensem que os professores estão recebendo mais.
Acho que no ensino público em si, a mídia tem que perguntar para o professor. Os jornalistas precisam falar com esses professores. Na realidade é o que sofre mais. Devem parar de ouvir os políticos, pois eu acho que a mídia não acompanha, não sabe efetivamente o que aconteceu, os motivos de determinadas atitudes tomadas.
Principalmente nos grandes jornais como O Globo, até os mais populares como Extra você vê mais tragédias e casos cômicos do que críticas fundamentadas. Existem, sim, situações assim, mas são casos pontuais, Minha coordenadora quase levou uma cadeirada em Niterói [por conta de confusões com pais e alunos]. Em outra escola um aluno largou a professora dentro da sala com um rato. Então eu acho que na escola publica você até ouve ameaças, mas isso é algo horroroso.






