Summus Editorial lança "Capital social e comunicação - Interfaces e articulações"
Summus Editorial lança "Capital social e comunicação - Interfaces e articulações"
A sociedade moderna pode estar mais individualizada, mas as possibilidades de comunicação continuam crescendo, estreitando os laços de confiança entre as pessoas e atualizando o conceito de capital social. Tema ainda pouco explorado no Brasil, o capital social pode ser definido como conjunto de redes de comunicação em que circulam as informações que facilitam a articulação das ações coletivas.
No livro "Capital social e comunicação - Interfaces e articulações" (Summus Editorial, 280 p., R$ 56,20), a professora e pesquisadora Heloiza Matos faz uma análise pioneira dessa questão. Mediante extensa revisão bibliográfica, ela discute a origem do capital social, seus desdobramentos e seu papel no engajamento cívico e na transformação de comunidades e instituições.
A obra aborda o entendimento do cidadão no universo político. "A idéia de capital social é uma forma sofisticada de tratar as redes sociais de solidariedade e cooperação para obter uma coesão social capaz de unir as pessoas na construção de algo comum", explica Heloiza. Segundo ela, o que une (ou separa) os indivíduos nesse universo é exatamente a comunicação, por meio da interação e da reciprocidade nas redes sociais. Por isso, a autora explora as dinâmicas responsáveis pela articulação entre os meios de comunicação, a prática comunicativa dos cidadãos e a construção de vínculos e redes de sociabilidade.
Foram mais de dois anos de pesquisa, incluindo uma aprofundada revisão bibliográfica sobre capital social no exterior e no Brasil. O levantamento de dados começou na França, com a realização de entrevistas, seminários e artigos, e terminou no Brasil, onde a autora criou um grupo de pesquisa para concluir a obra.
O livro traz um conjunto de preocupações vitais não apenas para a atividade da comunicação social, mas também para o futuro da sociedade em todo o mundo. Aborda questões ligadas à participação cívica, com foco na transformação dos indivíduos em cidadãos por meio de seu engajamento em práticas cotidianas.
Segundo Heloiza, as novas tecnologias podem auxiliar o estabelecimento de laços comunicativos capazes de ampliar a opinião pública e trazer novas contribuições para o debate sobre questões de interesse coletivo. "As telenovelas, por exemplo, tratam de temas da vida cotidiana e incentivam a discussão de questões delicadas como o estatuto do idoso, o reconhecimento de uniões homossexuais e a pedofilia, entre outros temas", diz ela.
Dividido em seis capítulos, o livro aborda, sob diferentes ângulos, a diversidade de articulações que podem ser estabelecidas entre o campo da comunicação e a recente investigação sobre o conceito de capital social.
A autora elabora uma cuidadosa pesquisa sobre as origens do conceito de capital social, bem como suas principais dimensões e seus usos atuais, analisando detalhadamente o impacto das tecnologias da informação e da comunicação na participação cívica de indivíduos e grupos nas comunidades. "A inserção de imagem e texto na telefonia móvel, por exemplo, renovou o estabelecimento de laços interpessoais", afirma.
Heloiza constata um alto índice de capital social positivo com impactos no engajamento do cidadão na vida cívica. Mas alerta também para a existência do capital social negativo. "São os pactos de confiança que trazem efeitos socialmente perversos", explica. Ela mostra que as mesmas normas de reciprocidade, confiança e cooperação que regem as associações cívicas coordenam as ações do tráfico de drogas, dos políticos mal-intencionados e das facções racistas.
O lançamento acontece no dia 18 de junho (quinta-feira), das 18h30 às 21h30, na Livraria Cultura Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073), piso térreo.






